The Chieftains (com Sinead O’Connor) – The Foggy Dew

A canção foi escrita em 1919, num contexto pós-Primeira Guerra e pós-Revolta da Páscoa, importante rebelião republicana irlandesa ocorrida em 1916. Para entender: os britânicos prometeram – e não cumpriram – conceder a independência aos irlandeses, e estes engrossaram os exércitos do Reino Unido na Grande Guerra. Para os nacionalistas, mais valeria que ficassem na Irlanda e lutassem pela independência.

Esta versão é conduzida por The Chieftains, banda de música tradicional irlandesa, e a voz rebelde de Sinéad O’Connor dá o tom perfeito à canção.

The Cranberries – Zombie

Outra música contextualizada no conflito étnico-político. A letra faz menção aos ataques a bomba em Warrington, Inglaterra, ação atribuída ao IRA, que deixou dezenas de feridos. Duas crianças morreram.

Another mother’s breakin’
Heart is taking over

Outra marca forte desta canção é a ironia à falta de empatia dos irlandeses diante do horror. Algo que, convenhamos, continua muito atual em toda parte.

And the violence caused such silence
Who are we mistaken
But you see it’s not me,
It’s not my family

U2 – Sunday, Bloody Sunday

Bloody Sunday (Domingo Sangrento) foi como ficou conhecido o massacre promovido por tropas britânicas contra um grupo de manifestantes católicos desarmados, na Irlanda do Norte, em 1972. O saldo foi de 14 mortos e 26 feridos, em mais um trágico episódio do conflito político-religioso da região. “Até quando teremos que cantar esta canção?”, Bono pergunta na letra da música.

There’s many lost, but tell me who has won?
The trenches dug within our hearts
And mothers, children, brothers, sisters torn apart

Forte, não? Por isso, desconfie quando ouvir alguém cantando essa música em ritmo de samba. Simplesmente não rola!

Glen Hansard & Marketa Irglova – Falling Slowly

Falling Slowly foi composta pela dupla especialmente para o filme Once (Apenas Uma Vez), e levou o Oscar de melhor canção original. Glen é da banda The Frames, então é possível que veja esta música por aí na versão do álbum deles, que tem um arranjo um pouco mais preenchido. Mas eu gosto mesmo é dessa aí. Menos é mais, sempre!

E quem não viu o filme, veja! Especialmente se for um apaixonado por música como eu.

Interference – Gold

A música também faz parte da trilha de Once. Apenas com violões, traz uma pegada folk muito característica. E deliciosa.

Sinéad O’Connor – Nothing Compares 2 U

Poucos sabem, mas a música que consagrou O’Connor foi composta por Prince nos anos 80, especialmente para uma banda produzida por ele, chamada The Family.

É uma canção que permite múltiplas interpretações. Fala sobre perda, sobre dor, sobre alguém que se foi. Mas foi para onde? Foi embora ou morreu? Enfim, prefiro resumir dizendo que é uma música sobre saudade.

Damien Rice – Cannonball

Damien Rice é um desses artistas completos. Manda bem no piano, manda bem no violão, manda bem cantando, e ainda compõe! E como é de praxe em seres introspectivos, compõe belíssimas canções, que alguns preferem adjetivá-las de melancólicas. Pois que seja. Música boa é assim mesmo. Transborda sentimento.

Stones taught me to fly
Love taught me to lie
Life taught me to die
So it’s not hard to fall
When you float like a cannonbal

Lisa Hannigan – I Don’t Know

Quem gosta de Damien Rice provavelmente já ouviu a voz de Lisa Hannigan. Eles vivem duetando, como 9 Crimes. Mas Lisa tem sua vida própria na música.

The Dubliners – Whiskey In The Jar

The Dubliners é outra banda de música tradicional irlandesa bem característica. Ou, como costumam classificar, Irish Folk. Whiskey In The Jar é sua música mais conhecida. Foi regravada pela também irlandesa Thin Lizzy e, mais recentemente, por nada menos que Metallica.

The Script – The End Where I Begin

The Script é outra banda irlandesa que merece ser ouvida. Sua música mais conhecida entra aqui para completar a lista. 🙂

anderson

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