Com quem você preferiria se identificar? Hitler, Stalin, Margaret Thatcher ou Gandhi?

Há alguns anos eu havia feito o teste abaixo, e me lembrava mais ou menos do resultado. Porém, embora tivesse procurado, não encontrava mais o site. Até que essa semana encontrei aqui.

A bússola politica é um gráfico que mostra sua orientação “ideológica” baseada num questionário com várias sentenças, com as quais você concorda ou não.

Os eixos do gráfico consideram o posicionamento sobre a economia no eixo horizontal (mais controlado à esquerda, e mais liberal à direita), e a dimensão social no eixo vertical (mais libertário para baixo, mais autoritário para cima).

Meu resultado

Minha orientação política

Meu resultado na bússola política diz que sou libertário de esquerda

Tenho quase certeza que da outra vez tinha dado mais pro centro que pra esquerda, mas tudo bem. Provavelmente a diferença apareceu em sentenças como…

Se a globalização económica é inevitável, ela deve servir a humanidade e não os interesses das corporações transnacionais.

Com a qual eu “concordo plenamente” (pra usar a expressão do teste), hoje.

Agora explicando a pergunta inicial do post, veja o quadro abaixo, e compare com o meu resultado.

Pelo texto, eu estaria mais próximo do Gandhi. Bom!

Cenário político atual

Muita gente fala que ideologia e orientação política não existe mais. Bons argumentos para isso não faltam:

  • O PSDB, nascido de centro-esquerda, aliou-se ao PFL, depois DEM, e toda a herança da extrema direita nacional.
  • O Partido dos Trabalhadores (PT), outrora símbolo máximo da esquerda do país, aliou-se ao Partido Liberal (PL – que depois da aliança com o PRONA virou PR – Partido da República), para finalmente assumir o Governo Federal.

Sentem a contradição disso?

Mas não se enganem. A disputa infelizmente polarizada no país opõe a visão direitista neoliberal da aliança PSDB-DEM, e a visão social mais keynesiana do PT. Não há confusão nisso. Basta ver o rumo que seguiu cada governo.

Os tucanos privatizaram a Vale do Rio Doce, a Telebrás, a Eletropaulo, o Banespa, a Nossa Caixa, entre outras. Quase conseguiram sucatear a Petrobrás. As universidades federais ficaram abandonadas, sem investimentos, com professores insatisfeitos e quase cogitaram privatizá-las, ou encerrá-las aos poucos. USP, Unicamp e Unesp seguem no mesmo caminho após 16 anos de governo tucano, e a degradação só é mais lenta graças a autonomia destas, que aliás, o Serra tentou revogar em seu primeiro mês de mandato.

Os petistas recuperaram e expandiram as universidades federais (e a UFSCar é um ótimo exemplo), criaram novas, fortaleceram a Embrapa e potencializaram a Petrobrás. Também fizeram algumas concessões de rodovias, o que não é de todo ruim, mas ao contrário das concessões tucanas, assumiram as rodovias federais as empresas que ofereceram MENOR pedágio.

A diferença é muito clara. Há quem prefira um modelo ou outro, prefere um estado mais ou menos presente. O que não pode, e espero que ninguém o faça, é ignorar o rumo para onde aponta a sua escolha.

Política Verde

Enquanto as noções de esquerda e direita remontam à Revolução Francesa, ainda que tenham sofrido modificações ao longo do tempo, os movimentos ambientalistas são mais recentes. Surigeram na década de 70, e intensificaram-se nos anos 80. Mas na política ainda tem pouca força. Ainda. Porque não vai demorar para nos darmos conta de que, antes das grandes empresas, e antes mesmo da sociedade, vem o planeta. Senão, nada faz sentido, nada sobrevive.

anderson

One Response to “A bússola política”

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