Quando ouvi dizer que Amy ‘casa-de-vinho’ viria ao Brasil, teoricamente para fazer shows, logo pensei: “as baladas brasileiras ficarão pequenas”. Hoje a cantora doidona abriu sua passagem no Brasil com show em Florianópolis. Onde, curiosamente, também está Ronaldinho Gaúcho, o leiloeiro e principal assunto da mídia desde o começo de 2011.

Não se sabe se ambos se cruzaram em Floripa. Mas é prudente que tal encontro seja evitado. Qualquer faísca poderá causar explosão devastadora!

They tried to make me go to rehab, but I said ‘no, no, no’

Se a primeira coisa que pensei quando soube da vinda dela ao Brasil é que as baladas ficariam pequenas, a segunda foi: quem comprar ingresso para os últimos shows vai precisar de muita sorte! Será que ela aguenta? Tantos shows “intercalados” (modo de dizer) com bebedeiras profundas… Mas tenham fé, ela tem prática!

Amy Winehouse pagando peitão na sacada de hotel no Rio. (Foto: Marcos Arcoverde/ Agência Estado)

Eu vou fazer um leilão, quem dá mais pelo meu coração?

Nenhum começo de ano é legal para o futebol, porque, na absoluta falta de assunto e de jogos, e a necessidade contínua de vender jornais, é declarada a temporada de caça à notícia. A tarefa dos jornalistas esportivos é simples: atire quanto puder, o máximo que puder, e tão longe quanto puder. Vai que acerta alguma coisa!

Mas neste ano, o dentuço que um dia já foi o melhor do mundo monopolizou as boatarias. E deu prejuízo moral a muito jornalista (não que eles tenham muita…). Todo dia alguém crava algo sobre o imbróglio. Já esteve “tudo certo” com o Palmeiras, já teve palco armado no Olímpico, e agora, pela décima vez, está com um pé no Flamengo.

Alguém arrisca o pescoço nisso?

Não dá. Qualquer coisa que se diga, mesmo agora, é chute, porque nem os envolvidos sabem o que querem. Aliás, sabem o que querem, mas não sabem onde exatamente vão ter tudo o que querem: dinheiro e bandalheira. Mas alguns comentários não posso deixar passar.

  1. Essa história do Grêmio “sair da jogada” foi estratégica. E não estou falando em estratégia de negociação, mas de estratégia política interna. O presidente gremista Paulo Odone percebeu que perderia a parada, e, temendo a reação da torcida que já tinha alguma resistência ao jogador por sua saída em 2001 (que seria facilmente dissipada com sua vinda agora, mas que triplicaria de intensidade com o fracasso das negociações), posicionou-se do lado da torcida. No lugar das críticas, ficou com os aplausos. Mas se o Ronaldinho quiser vir, tudo bem.
  2. O Corinthians nunca esteve nessa jogada. E aí argumentam que, quando trouxemos o outro Ronaldo, o Fenômeno Gordo, também não estávamos… Mas há diferenças gritantes entre uma situação e outra. Basta ler as entrelinhas. E nunca acreditar no que diz o Sanchez. Daquela vez, ele dizia que não havia negociação. E havia. Dessa vez, ele diz que não tem, ao mesmo tempo em que faz propostas falsas publicamente, só para fazer graça.
  3. Agora todos tacarão pedras nos irmãos Assis, pelo leilão feito entre os clubes pretendentes, pelas definições indefinidas, pelas mudanças de rumos intermináveis… Mas a versão do Assis (o mais velho, o ‘representante’) me parece crível. O que aconteceu foi que negociaram com todos para que apresentassem propostas e garantias, e, com isso, tentarem desligar o Ronaldinho do Milan. Só que essa mania de brasileiro achar que “jogador joga onde quer” precisa acabar. Não é todo mundo que rasga dinheiro (como costuma fazer o presidente do Timão). Era óbvio que, com tantos interessados, o Milan iria querer tirar sua parte na negociação. E esse foi o erro dos Assis. Ignorar esse “pequeno” detalhe. Agora a negociação vai se dar por quem pagar mais ao Milan. O máximo que o Ronaldinho vai conseguir é que seu time de preferência cubra a oferta. Desde que não seja o Grêmio, que obviamente não teria dinheiro pra isso.
  4. Só não dá pra levar a sério que a escolha dele seja por proximidade com a praia. Porra, com a grana que o cara tem, compra uma mansão com heliporto no litoral e vai pra lá todo dia, se quiser!
  5. Não perdi um segundo do meu tempo com expectativa do Gaúcho vir pro Timão. Como eu já disse, não acredito nessa hipótese. Só o que faço, desde o início desse imbróglio, é torcer para que ele não vá para nenhum rival. E se não for para nenhum concorrente na Libertadores, melhor ainda! Então, a idéia dele jogar no Fla, até me agrada. Porque ainda que venha para a esbórnia, ainda que não tenha mais motivações profissionais, se esse cara jogar só metade do que sabe, vai sobrar MUITO no futebol brasileiro!

anderson

2 Responses to “Amy Winehouse e Ronaldinho Gaúcho: as baladas brasileiras ficarão pequenas neste verão”

  1. Torço MUITO para que ela aguente! Meu ingresso é para o show aqui de sampa, ou seja, o último. Segundo o público do show de floripa ela estava bem OK, bebendo água e esquecendo partes das letras. Que ela se mantenha assim.
    :*

  2. Wohooo!!! Amy! Amy! Amy!!! 😀

    Bom, na boa, sou só um daqueles que torce mesmo é que ela volte a um nível razoável de normalidade, e retorne sua carreira a como era antes. Faz falta. Ela canta, compõe, etc, muito bem…

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