Futebol

#prasemprefenomeno

Drops fenomenais

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#prasemprefenomeno

  • Ronaldo, vulgo Fenômeno, vulgo Gordo, anuncia a aposentadoria hoje. Quase dois anos depois de parar de jogar futebol.
  • Dizem as más línguas que em três semanas estará com a aparência do Tim Maia (antes do Tim morrer, claro). Não seria de se estranhar. Sempre me questionei como pode uma pessoa, que ainda que não seja dedicada e cometa excessos, treinava todos os dias pelo menos três ou quatro horas, estar tão gordo. E eu querendo perder minha pança com uma hora de academia…
  • Corremos o risco de vê-lo na Vila, como mascote do Santos?
  • É curioso, até Sábado, tudo que eu ouvia de outros corinthianos a respeito dele era xingamento. Hoje, só homenagens. Acho justo. Mas não se engane: essa exaltação toda é fruto da alegria da boa notícia. Estão todos tão felizes com o anúncio que até esquecem que estavam decepcionados.
  • A minha preocupação nessa história é meramente financeira. Como ficam os contratos de publicidade do Corinthians vinculados ao jogador? Tecnicamente, é uma benção essa aposentadoria. Mas espero que sirva para se mexerem e trazer um novo atacante. Claro, se não for dar muito trabalho ao Sanchez. Não queremos importuná-lo.
  • Obrigado, Ronaldo, pelos três meses de genialidade que prestou ao Sport Club Corinthians Paulista. Espero que leve da Fiel apenas as boas lembranças, e não as últimas. As que terei de você com o manto alvinegro são as melhores. Especialmente dos momentos abaixo, contra nossos principais rivais.

Aos Corinthianos de bem

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São Jorge não ajuda vagabundo.

Filipe Martins

São Jorge não ajuda, nem a Fiel deve apoiar. Porque uma coisa é ser Fiel ao Corinthians, outra coisa é ser conivente com pessoas que usam do clube para angariar dinheiro para si.

É nisso que se resume hoje o Corinthians. Dirigentes e jogadores que usam a imagem do Timão, maior marca do esporte nacional, para fazer dinheiro. Não há compromisso com os resultados, com o futebol. E não há a mais vaga preocupação com as tradições do clube centenário e popular.

Se a derrota para o Tolima e a eliminação da Libertadores 2011 antes mesmo dela começar são doídas, muito pior será se ela não for sucedida de atitudes fortes da torcida, que atinja diretamente o que essas pessoas mais prezam (o próprio bolso) e que vá contra esse estado de coisas instaurado no clube há 3 anos.

É preciso, mais do que violência, ameaças e quebra-quebra, uma reação ordenada e estratégica dos corinthianos cuja única motivação seja o amor ao Corinthians.

O que proponho:

  • Público ZERO. infelizmente, é a forma mais direta de sentirem o revés de jogarem fora todas as tradições de um dos clubes mais populares do país, e de respeitarem o torcedor corinthiano.
  • Não compre camisas oficiais.
  • Não compre produtos licenciados.
  • Não assine canais de pay-per-view.
  • Não pague o programa Fiel Torcedor. A idéia é boa, mas não pode ser usada como justificativa para a exploração monetária dos torcedores mais presentes, nem como parte de um projeto de elitização e consequente descaracterização da torcida. Ademais, sócio-torcedor deve ter direito a voto! Porque o Corinthians, antes do clube, é o time. São 30 milhões, e não poucos milhares.
  • Associe-se. Principalmente para quem mora na capital: junte todo o dinheiro que gastaria com essas coisas por alguns meses e compre um título do clube. Uma vez lá dentro, você terá direito a voto. Mas cuidado! Não se corrompa! Porque lá dentro tudo cheira a podre!
  • Use as redes sociais com inteligência. Elas podem ser importantes para discussões e conscientização da torcida, bem como para organizar ações. Mas dê unfollow em jogador do Corinthians que usa rede social para fazer publicidade! Não seja tolo, você está sendo usado para que eles façam as divulgações de seus patrocinadores pessoais. Não faz sentido seguí-los e depois reclamarem que eles estão mais preocupados em faturar do que em jogar.

Quase todas essas ações podem ser iniciadas de imediato. E é preciso deixar claro que não são posições definitivas. Podem perdurar por um período a ser determinado, ou até que a ordem das coisas seja restabelecida, e o Corinthians volte a ser dos Corinthianos, e não a servir aos que dele se apoderaram.

Essas são só as primeiras idéias. Há muita coisa a ser pensada ainda. E é possível organizar-se para isso. Mas tem que ser pelos torcedores, por quem está de fora. Porque no clube, hoje, quase sem exceção, todos tem interesses pessoais em primeiro lugar.

E entenda: nada disso é boicote ao Corinthians, e sim às pessoas que usam o Timão.

Porque ser Fiel não é só bater palmas. Você aprovaria um filho seu entregue à marginalidade, sem tentar resgatá-lo? Daria dinheiro a ele para continuar se drogando? Então não faça isso com o clube que ama.

Pode parecer inocência, presunção, utopia… Mas é isso, ou desencanar do futebol de vez. Porque não dá pra assistir a tudo isso inerte e fingir que as coisas são verdadeiras, e que trata-se apenas de um jogo onde há vencedores e perdedores. Porque com a derrota na luta, podemos arcar. Mas com vagabundos enganadores não dá mais!

Liédson

Liedshow – o cara certo, mas e a hora?

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É difícil encontrar um torcedor corinthiano que não tenha saudade do Liédson no Timão. Como também é difícil encontrar um que não tenha gostado da notícia do seu retorno ao Corinthians.

O levezinho é uma das melhores escolhas possíveis para algo pelo qual eu pedia e esperava desde 2009. Um jogador de qualidade quase inquestionável, que vem para ser titular e jogar tanto no lugar do Ronaldo quanto ao seu lado. No lugar dele porque, todos sabem, o Ronaldo joga muito pouco durante o ano. E por vezes preferíamos que não jogasse realmente. E ao lado dele porque Dentinho e Jorge Henrique são, no máximo, esforçados. O segundo ainda tem um algo mais, que costumam chamar de importância tática, mas o Little Tooth, nem isso. Um inútil por completo.

Com a chegada de Liédson, o Corinthians volta a ter um atacante de fato, que não seja um gordo imóvel, um pé-murcho ou um baixinho cai-cai. A pergunta óbvia agora seria: será suficiente? No entanto, há outra pergunta mais urgente e pertinente: será que não é tarde demais?

A dúvida cabe, pois, amanhã o Corinthians define contra o Tolima, na Colômbia, seu futuro na Libertadores. E Liédson não joga. Nem chegou ainda! Não que seja nosso herói salvador, mas, sem ele, o que temos é aquele time sem ataque, que me lembra o livro do Douglas Adams. Praticamente Inofensivo. E não é que, eliminado da competição sulamericana, o ano acabe no Timão. Mas é fato que, caso o (provável) desastre aconteça, muita confusão e muitas cabeças vão rolar no Parque São Jorge. Fica difícil prever para que time o Liédson chegaria.

Não consigo deixar de imaginar como teriam sido os últimos dois anos se essa contratação tivesse sido feita na hora certa. Mas, nem é preciso ir tão longe: basta imaginar quão mais tranquilos e confiantes estaríamos agora se Liedshow tivesse desembarcado no Parque há duas, três semanas atrás…


Reveja os gols de Liédson pelo Timão no Paulistão de 2003

Tupãzinho, o amuleto da Fiel, num lance de raça que nos deu um dos mais importantes títulos da história. Sorte, garra e conquistas. Eu era feliz e não sabia...

Como é ruim estar do outro lado

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Tupãzinho, o amuleto da Fiel, num lance de raça e triunfo.

Por muito tempo fiz coro com grande parte da Fiel Torcida, que sempre defendeu a tese de que, no Corinthians, jogador não tem que ser craque. Tem que ter raça, entrega.

Ora, e o que há de errado com a técnica, com o talento? Com o tempo entendi que quando seu time fica limitado a jogadores raçudos, basta que o adversário tenha a mesma entrega, ou até um pouco menos, que vencerá. Pela competência. Aí então, vencer passa a ser um golpe de sorte, e sua torcida é por uma bola divida, uma bola rebatida, um rebote providencial, um gol mascado e a vitória por meio a zero.

A venda do Cristian foi marco simbólico dessa nova fase. Foi mais do que a perda técnica, foi como vender a alma do time.

O atual elenco do Corinthians, considerando aí o que temos desde Julho de 2009, me devolveu o apego à Garra Corinthiana. Mais do que isso, me evidenciou o porquê da eterna convicção alvinegra de que somos torcedores mais felizes, sofredores Graças a Deus. Porque, pela primeira vez, estamos nos vendo do outro lado. Do lado do time teoricamente superior tecnicamente, mas que é abatido pelo adversário mais frágil apenas pelo déficit de entrega ao jogo. E como é triste ir à arquibancada, ou sentar em frente a TV para ver seu time jogar, e não mais torcer por uma bola fortuita, um lance quase casual, mas sim torcer para que, naquele dia, seus jogadores, seus representantes em campo, estejam “a fim” de jogar bola - tarefa para a qual são muito bem pagos. Nessas horas, dá saudade de torcer pelo imponderável.

Como é ruim estar do outro lado…

Ser eliminado pelo Tolima já na pré-Libertadores, o terceiro time colombiano da competição, em tempos em que futebol na Colômbia não vai bem das pernas, seria inimaginável há pouco tempo. Mas quem imaginaria que o Corinthians teria que passar por isso, quando só precisava vencer a equipe reserva/sub-20 do Goiás na última rodada do Brasileirão 2010? Quem cogitaria um empate com o “todo poderoso” Norusca, com o time completo, a três dias do confronto que decidirá a sorte do Timão em 2011?

Mais do que possível, a eliminação precoce já pode ser considerada até benéfica. É claro que nenhum coração corinthiano conseguirá torcer por isso, mas com um pouco de sensatez é fácil dizer: é a única forma de tentar salvar o ano de 2011 para o alvinegro do Parque São Jorge. A gozação será enorme, pior que em qualquer outra eliminação da Libertadores (e sabemos bem como isso é intenso por parte dos anticorinthianos), mas como nossa preocupação é menos com os outros e mais com o nosso Corinthians, acreditem, fiéis, será melhor assim. Recomeçar do zero, limar esse técnico fracassado e covarde, limpar do elenco todos os vagabundos que usam o Corinthians em benefício próprio, sem retorno técnico, dar um basta à diretoria corrupta que é omissa por convenção… Porque ir adiante com esse time aí, não há futuro!

Nota adicional
Não acredito que a técnica deva ser preterida em relação à garra. Apenas ponderei que é menos decepcionante torcer pelo acaso que ver um time melhor sem brio, sem vontade, se entregando não ao jogo, mas ao adversário. Também não vou torcer pela eliminação precoce. Não conseguiria. Mas talvez tivesse mais efeito prático realmente.

Enfim, 30 minutos de Corinthians em 2011

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Depois de mais de um mês com o coração corinthiano privado das fortes emoções de sua saga sofredora, eis que, finalmente, tivemos 30 minutos de futebol. Mas foi só também.

Seja por cansaço (admissível para o primeiro jogo do ano), orientação (lembrando que o técnico é o EmpaTite), ou por vagabundagem mesmo (foi o que mais pareceu), depois do período inicial de tabelinhas e do gol olímpico de Roberto Carlos (melhor em campo), o time parou. Não conseguia ficar com a bola, cometia erros bobos. Jucilei foi o retrato do time: mostrou a qualidade que tem, jogou quando quis, mas cometeu erros bizarros por pura displicência.

De qualquer forma, para um primeiro jogo, num confronto ex-clássico, os três pontos e a boa atuação inicial é o que valem. Mas fica a preocupação pelo time ter apresentado problemas que devem se arrastar ao longo de 2011, pois são exatamente os mesmos de 2010 (até porque o time é praticamente o mesmo, um pouco enfraquecido). Quais são:

  • Retranca excessiva após sair na frente (marca dos times do Tite).
  • Displicência quase que prepotente e inexplicável.
  • Goleiro que alterna boas defesas com panes mentais que o levam a cometer aberrações, sem contar que, aparentemente, não tem conhecimento de regra de jogo.
  • Absoluta falta de reserva para o sempre doente Alessandro.
  • Falta de mobilidade (Ronaldo) e objetividade (Dentinho) no ataque, e reservas de baixa qualidade técnica (Edno, Morais, Danilo…).

Enfim, situações preocupantes, mas a lembrança daqueles 30 minutos nos dão esperanças.

Foi um sofrimento para conseguir assistir ao Timão pelo PFC. Devo ter gasto mais de três horas no total com a Atento, entre sexta e domingo, para tentar resolver o problema que já vem desde as últimas rodadas do Brasileirão. Pagar caro por um serviço que não é oferecido é de doer. Mas pior do que isso é tentar resolver o problema e ser desrespeitado, darem cinco versões diferentes para o problema, e quando ficam sem ter o que falar simplesmente desligam. NA CARA! No fim, funcionou, mas apenas no ponto adicional (no quarto – o sinal deveria estar liberado nos dois, ou principalmente no da sala). Eu só queria poder cancelar tudo! Mas até isso está difícil!

Eu queria muito poder tirar sarro da porcada pela eliminação na Copinha, que eles nunca venceram… Mas o Timãozinho não me deu muira moral pra falar nada. Menos mal que não vão ter justificativa para subir nenhum daqueles garotos para o profissional. Nivel baixíssimo!

Mas sempre dá pra tirar um torresminho dos palmeirenses. Na Copinha não deu, mas ainda teve isso. E isso!

Recriaram a história do futebol brasileiro

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A CBF decidiu “unificar” os títulos da Taça Brasil e da Taça de Prata (Roberto Gomes Pedrosa) aos títulos do Campeonato Brasileiro, que teve início apenas em 1971.

De fato, os torneios anteriores eram o que havia de mais próximo ao que se tornou o Campeonato Brasileiro. Os torcedores dos times campeões desses torneios sempre se sentiram como “legítimos” campeões brasileiros, pois eram quase isso realmente. Quase…

O problema de recontar a história quarenta anos depois é a distorção que isso provoca. A partir de amanhã, ao se referirem aos campeões brasileiros, não haverá mais distinção entre cada um desses torneios. E eles foram, na essência, diferentes. Com propostas diferentes, abrangência diferente, caráter diferente. Apenas a importância dos títulos são quase equivalentes. A da Taça Brasil na verdade está muito mais para se equivaler à Copa do Brasil, mas, tá, tem lá sua importância.

E o que vai acontecer? Torcedores palmeirenses e santistas sairão às ruas comemorando a conquista, num único dia, de quatro e seis novos títulos nacionais, respectivamente? Quem fizer isso estará assumindo a ignorância da história do próprio clube para o qual torce. Porque os que conhecem, sempre conheceram a importância e a relevância das conquistas dos anos 60. Ou algum santista não se orgulhava dos cinco títulos da Taça Brasil, e do título da Taça de Prata? Ou faltavam reverências às conquistas de 60, 67 e 69 nos memoriais alviverdes? Não é um carimbo e uma nomenclatura errada da CBF agora que tornará esses títulos mais importantes. No máximo, mais reconhecido. E acho que esse era o único ponto a ser levantado.

Não seria possível investir em divulgação e informação para ampliar a cultura e a história do nosso futebol, ao invés de, numa canetada, distorcer o significado das competições realizadas no passado? Criar uma situação exdrúxula onde o Palmeiras é bicampeão brasileiro em um único ano (ganhou a Taça Brasil e o Robertão em 67)? Só no Brasil mesmo!

Decisão meramente política. Infelizmente, tem torcedor comemorando. Só agora.

Notas adicionais

  • Pelo que andei lendo, a decisão ainda não foi oficializada pela CBF. Mas meu palpite é que a decisão está sim tomada, e de alguma forma alguém da Globo teve acesso à essa informação, e vazou.
  • Aos reticentes, e aos que acham que minha crítica é coisa de corinthiano, que não teve nenhum título no período para unificar, sugiro ótimas leituras do pessoal sempre muito respeitável da ESPN. O texto do Mauro Cézar é de Março deste ano (porque a discussão é antiga já). E resume exatamente o que penso. Como também é o caso do texto de hoje do palmeirense PVC, em seu blog. Vale té destacar o trecho inicial:

    Não se trata de negar a importância deles, mas de entender a importância de cada título em cada época. Não é preciso chamar Dom Pedro I de Presidente da República. Ao contar que Dom Pedro era Imperador, entende-se que se tratava do homem mais importante do Império — não havia República.

  • Como bem me fez lembrar o Fábio nos comentários (embora tenha tentado tolamente desmerecer o nosso título), o exemplo do Mundial de Clubes é análogo. E a posição da Fifa sobre o assunto é correta. Respeita e reconhece o Torneio Intercontinental (Copa Toyota) e seus campeões, mas não mistura-os com os campeões do Mundial de Clubes da Fifa.
"Sempre vou ser corintiano, independentemente de onde estiver" - frase de despedida do Elias, que está indo para o Atlético de Madrid

Terceiro

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E no fim, acabou dando a lógica. O que eu já vinha afirmando, neste espaço, desde a 12ª rodada. Rodou, rodou, teve alguma emoção, muito em função dos vacilos do Fluminense ao longo do campeonato, mas acabou vencendo o melhor elenco (talvez não o mais completo, mas o com mais peças importantes para reposição), que tinha o melhor técnico, o melhor jogador e a diretoria mais ousada, que teve peito para barrar a ida do seu técnico para a seleção e que teve ambição para trazer grandes nomes no meio do campeonato e reforçar ainda mais o time.

Ao Corinthians, que perdeu seu técnico para a seleção, que não soube corrigir carências graves de seu elenco, especialmente no ataque, restou o terceiro lugar. E eu, que já me considerava completamente e absolutamente resignado com a perda desse título, embora não menos decepcionado, ainda consegui me revoltar absurdamente na última rodada, vendo um time apático, sem brilho, sem vontade, e sem futebol, sucumbir diante dos reservas dos reservas do rebaixado Goiás. Agora ainda tem que aguentar tiração de sarro dos cruzeirenses, que acham que terminar em 2º é muito diferente de terminar em 3º.

Na prática, só há uma diferença importante, e que pelo jeito nem o técnico do Corinthians conhecia:

“Não temos de esperar o Goiás na Sul-Americana? É pré-Libertadores direto?”

Não se podia esperar resultado diferente, melhor, de um grupo comandado por alguém tão despreparado como o Tite.

"Sempre vou ser corintiano, independentemente de onde estiver" - frase de despedida do Elias, que está indo para o Atlético de Madrid

O que dá pra salvar de positivo do campeonato, além do orgulho corinthiano intacto, é que nenhum torcedor rival tem moral pra falar absolutamente nada. Além de ficarem para trás na tabela, com campanhas pífias, ano desastroso e coleção de vexames, ainda terminam o campeonato com saldo horrível diante do arquirrival de todos: o Corinthians.

Para encerrar o assunto e o campeonato, deixo uma música que, pelo jeito, tem tudo a ver com esse grupo (jogadores, comissão técnica e dirigentes) do Timão.

Terceiro
(Ultraje a Rigor)

Todo equipado, preparado na linha de partida
Daqui a pouco vai ser dada a saída
Todo mundo nervoso e eu não tó nem aí (O importante é competir!)

Então tá, vamo lá, nem vou me preocupar
Já tá tudo armado pra eu me conformar
Eu vou tentar só pra não falar que eu nem sou atleta

Ia ser legal chegar junto na frente
Mas iam falar que quero ser diferente
Tá bom demais, pelo menos eu não saio da reta
Por isso eu sempre sou

Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro!
Pra mim tá louco de bom!

Marcando passo vou seguindo sem ser muito ligeiro
Com cuidado pra não ser o primeiro
É bonito, eu imito mas o pódium não é pra mim (Eu não sou a fim!)

Se eu me esforço demais vou ficar cansado
Já dá pra enganar eu ficando suado
Se reclamarem eu boto a culpa no patrocinador

Não botaram fé porque não ia dar pé
Não ia dar pé porque não botaram fé
De qualquer forma eu pego um bronze porque eu gosto da cor
Por isso eu sempre sou

Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro!
Pra mim tá louco de bom!

A espera de um milagre

À espera de um milagre

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Se a esperança é a última que morre, a criatividade popular é a primeira a fazer o humor negro.

CPF na Nota?

Drops do final de semana – Majestoso

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  • Mais um fim de semana com alegria garantida pelo Timão! Tudo bem que contra os bambis o resultado é previsível já, mas é sempre muito bom! A pergunta que fica ao freguês é: CPF na nota?
  • Vencer rival é bom, mas pro campeonato a rodada não ajudou em nada. Não que eu não acredite no meu time. Acredito, acho até que pode vencer os quatro jogos que faltam. Mas não acredito é no time dos outros! A única esperança do Fluminense perder pontos era contra o Vasco. Não deu. Agora eles tem dois jogos bônus, contra times provavelmente rebaixados (Goiás e Guarani), e dois jogos contra rivais nossos (São Paulo e Palmeiras). Nem preciso explicar minha desconfiança, né?
  • O GP do Brasil de Fórmula 1 foi a 237ª prova cabal de que Ayrton Senna faz falta demais! Que coisinha sem graça… Que saudade daquele tempo! Aliás, fiquei muito curioso para ver o filme que fizeram em sua homenagem, a ser lançado no Brasil no próximo mês. O trecho inédito exibido ontem no Fantástico só confirma o caráter íntegro e de vencedor do maior ídolo que já tive no esporte.
  • Vai ser difícil tirar esse título do Alonso…
  • Não só no fim de semana, como na semana passada inteira São Carlos estava bem parada! Efeito feriadão (além do dia de finados, na terça, foi aniversário da cidade na quinta, dia 4).
  • O comércio do centro é que deve ter tido prejuízo. Sempre fica aberto até mais tarde no primeiro (ou segundo, depende em que dia cai) fim de semana do mês, mas além da paradeira na cidade, teve chuva torrencial na sexta a noite!
  • E o ENEM? Como é que pode TANTA incompetência? Por que não contratam um instituto minimamente capaz para aplicar essas provas? Foram tantos os problemas que fica difícil remediar agora. Disseram que “nenhum candidato será prejudicado”… Mas como, se é uma prova classificatória para os vestibulares? Qualquer providência altera a classificação, e necessariamente afeta uma porção de pessoas. A única saída que consigo imaginar é a realização de uma nova prova, mas sem anulação da primeira. Assim, quem foi bem na primeira pode optar por fazer ou não a segunda, e utilizar a maior nota depois. Ainda assim haveriam reclamações, mas é uma forma de dar oportunidade a todos… Só que essa solução esbarra em dois problemas: custo e calendário. Mas vão ter que dar um jeito.

Drops do final de semana

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  • O Altas Horas estava show de bola, na madrugada de sábado pra domingo. Dave Matthews e Regina Spektor, só com voz, violão e teclado, chegaram a arrepiar! E o Serginho é realmente um comunicador diferenciado. Há quem não goste do estilo, mas é raro ver um entrevistador puxar assuntos tão interessantes com estrelas da música internacional. E pra ajudar ainda mais, o sensacional e corinthianíssimo Dan Stulbach também participou do programa.
  • O biscoito da sorte que veio com a comida chinesa dizia: “seu corpo é um poço de energia sempre em movimento”. Acho que mandaram pra pessoa errada…
  • Marina Silva e o PV declararam independência. Mas hein? Na prática, Marina não declarará apoio a nenhum dos lados, como eu já previa (mas ainda acho que sei em quem ela votará).
  • Não vi o debate entre os candidatos a presidência, ontem, na Rede TV. Acho que não tenho mais estômago pra ouvir o Serra. Mas pelo que andei lendo, gostei da participação da Dilma. Fez, por exemplo, o questionamento que não vi nenhum candidato a governador de SP fazer, ao contestar a classificação da educação do estado no Ideb, sendo que um dos critérios leva em conta a aprovação de alunos, e, como sabemos, aqui todos são aprovados automaticamente. Mais uma farsa numérica dos tucanos.
  • Ronaldo voltou. Até que bem. Fez 2 gols, mas perdeu uma chance clara de fazer o 3º (que seria o primeiro a não ser anulado pelo árbitro). Deu pra sentir que o Corinthians tem por onde melhorar ainda, mas enquanto ver alguém como o Moacir em campo, fica difícil acreditar que alguém esteja levando a sério esse campeonato. Pra piorar, confirmaram o Tite como novo técnico. Aí fica difícil! Vendo os jogos que falta pro Timão, incluindo confronto com o líder, e dois clássicos, só há duas hipóteses: ou faz campanha de campeão nos nove jogos que faltam, ou nem Libertadores pega!
  • O Cruzeiro tropeçou, mas foi no forte time do Grêmio, que hoje eu diria que rouba fácil uma das vagas no G3. Ou do Corinthians, ou do Fluminense, que também segue patinando. E aquele Montillo joga demais!
  • Li algo ontem que sou obrigado a concordar: Marcos Assunção deve ser, hoje, o melhor cobrador de faltas do mundo!  Do Brasil, com certeza é.
  • Sansão foi um clássico muito bom! São Paulo ganhou no detalhe, mas foi melhor mesmo. Só acho que estão superestimando o Carpeggiani…
  • Horário de verão é legal, mas acordar as 6 da matina, não é bom, não.
  • Chove lá fora e aqui faz tanto frio…
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