Rola por aí
O meu ponto de vista sobre o que acontece (ou não) em qualquer parte e assunto.
Manter o “técnico” é bom quando ele é bom
0No futebol brasileiro, a troca dos “técnicos” de tempos em tempos, de acordo com a sequência recente de resultados tornou-se uma coisa banalizada. Diante disso vieram as críticas ferrenhas dos formadores de opinião, “comentaristas esportivos”, e etc. A alegação é que os clubes que trocam menos de técnico conseguem melhores resultados. E de que boa parte dos problemas dos clubes é pelo imediatismo na troca do treinador.
De fato, a crítica é válida em muitos casos. Por exemplo, em 2009, quando o São Paulo demitiu Muricy Ramalho após eliminação da Libertadores daquele ano, fazia algum sentido? Futebolisticamente, nenhum. O cara havia ganho os últimos três campeonatos brasileiros pelo clube do Morumbi, mesmo sem ter sempre em mãos muitos talentos. Fez com jogadores medianos um time extremamente eficaz e regular. O resultado da demissão foi o óbvio: Muricy voltou a ser campeão brasileiro em 2010, pelo Fluminense, e em 2011 já acumula os títulos Paulista e da Libertadores. E segue muito bem. Já o São Paulo não ganhou mais nada, e trocou novamente de comandante mais três ou quatro vezes.
Agora, vamos combinar, todo esse discurso politicamente correto não vale para quando a opção escolhida para o cargo é obviamente um grande e absurdo equívoco desde o início! Nenhuma empresa manda embora um diretor que sempre deu bons resultados no primeiro período de baixa, com o mercado enfraquecido… Mas também é verdade que nenhuma empresa minimamente séria e organizada contrata um profissional fracassado, despreparado, e o dá um cargo de alto escalão! E se comete esse equívoco de avaliação inicial, não pensa duas vezes para rever e substituir a diretoria. Imediatamente!
Quando Andrés Sanchez, o presidente do Corinthians, vem a público dizer que “não mando técnico embora”, e que “se o problema fosse treinador, eu já teria tirado”, ele não está sendo um dirigente diferenciado. Ele está, no mínimo, relutante em assumir o erro de sua escolha, que nunca, NUNCA funcionou! Como não poderia funcionar mesmo! O Tite nunca teve sucesso por clube algum! Nunca conseguiu um bom trabalho de longo prazo. E nunca, jamais poderia ser técnico de um clube do tamanho do Corinthians!
Mas, claro, no fundo eu não acredito que o problema do Sanchez seja só erro de avaliação. É que para uma gestão em que “futebol é business”, “futebol é detalhe”, ganhar ou perder, tanto faz…
#ForaTite
“O problema não é o Tusca”
1Ano passado, depois da morte do aluno da Poli, que caiu no córrego voltando “pra casa”, bêbado, na noite do Corso do TUSCA (Taça Universitária de São Carlos), eu falei aqui no blog sobre o chato embate que sempre acontece nesse período entre os estudantes com seus excessos e os minhocas que acham que “é tudo culpa desses estudantes vagabundos que só querem encher a cara e se drogar”.
Ontem aconteceu novamente o Corso, dessa vez numa região sem muitas casas. E mais uma tragédia aconteceu. Ironicamente, a vítima é um são-carlense, não-universitário, o que deveria eliminar a teoria provinciana (mas não duvido que alguns ainda façam a relação descabida). E se em 2010 eu achei exageradas as críticas ao evento e sua organização, pelo fato de a morte do estudante ter ocorrido enquanto ele voltava pra casa – e, como eu disse na época, “não há evento no país que se responsabilize por entregar todos os bêbados (ou não) sãos e salvos às suas casas” – dessa vez a coisa é mais polêmica, já que a morte aconteceu no próprio percurso do Corso.
Fatalidade? Falha na organização? Teremos que lamentar esse tipo de consequência todos os anos, ou o TUSCA deve acabar? Sinceramente, não gosto de nenhuma das idéias, mas também não tenho mais opinião definitiva formada para o assunto. Coloquei abaixo algumas das argumentações e contra-argumentações que tenho ouvido. Por último a de um jornalista da EPTV, em seu Facebook, que de tudo que li, é o que mais faz sentido pra mim, até então.
- O evento é mal organizado. Uma festa com 30 mil jovens não pode mais ser tratada como uma simples festa universitária.
- Mas como impedir que, em meio a dezenas de milhares de pessoas, aconteça uma briga que acabe como acabou esta?
- A culpa é do poder público. Quando o Corso era organizado só pelos estudantes, não ouvíamos falar de mortes. Desde que passou a ser um evento oficial do município, em 2010, acontece isso.
- Não acontecia ou não ficávamos sabendo? Se não chegava a tanto, um rastro de destruição era deixado no percurso. A maior organização trouxe melhorias importantes, através de exigências mínimas, como atendimento médico de urgência, banheiros químicos, e etc.
- É fatalidade. E se for pensar, um único incidente como este num evento deste porte não é absurdo.
- Se fosse assim, todo show popular e todo jogo de futebol seria seguido por uma manchete trágica, e Graças a Deus não é assim.
- Mas em nenhuma dessas festas ocorrem excessos na proporção que ocorrem no TUSCA.
- Se fosse assim, todo show popular e todo jogo de futebol seria seguido por uma manchete trágica, e Graças a Deus não é assim.
- O problema é que, para os estudantes, a proposta básica do TUSCA é o famoso “pode tudo”. O dia dos exageros. Não pode ser assim.
- Mas se fizerem um negócio comportado, regrado, controlado em excesso, não vai ser o TUSCA. Vai minguar.
- Mas tem que acabar mesmo!
- É, aí daqui a pouco não tem uma festa, nada, porque excesso tem em todas, e fatalidades podem acontecer em qualquer uma.
- Mas tem que acabar mesmo!
- Por Luis Antonio Garmendia: “O problema não é o Tusca senhoras e senhores. O problema é nossa juventude sem limites. Onde é preciso beber até passar mal, e perder o melhor da festa, aliás… O que acontece no Tusca não é diferente de nenhuma outra festa com jovens no nosso país. Ou alguém acha que o carnaval, orgulho nacional, é diferente? Mais do que proibir ou mudar eventos, precisamos mudar e educar nossa juventude“.
- Mas se fizerem um negócio comportado, regrado, controlado em excesso, não vai ser o TUSCA. Vai minguar.
A praça não é nossa
4A Prefeitura de São Carlos iniciou – ou melhor, reiniciou, já que processo semelhante foi feito em 2009 – a retirada de quiosques e ambulantes de praças ou outros espaços públicos. Por exemplo, a remoção do garapeiro que ficava em frente ao cemitério Nossa Senhora do Carmo, ou dos quiosques da Praça Brasil, na Vila Nery. É lei, eu sei, mas a quem isso beneficia? De uma só vez detonam com tradições locais e com o sustento de famílias honestas, que estavam ali trabalhando, e do dia para a noite estão sem nada. E tudo isso sem oferecer uma única alternativa equivalente aos comerciantes ou mesmo à população, que utilizavam-se do serviço ou dos produtos desses autônomos.
Recordo que há coisa de dois ou três anos critiquei duramente a atitude da Prefeitura de São Paulo de proibir as famosas barracas de sanduíche de pernil nos arredores dos estádios. Agora, me fala: quer coisa mais tradicional, bacana e popular que ir ao Pacaembu e, enquanto espera a hora do jogo, saborear um suculento sanduíche de pernil? Imagina o cidadão que sai de casa cedo, leva duas horas pra chegar ao estádio, mais duas até o jogo começar, mais duas de jogo e, pra terminar, outras duas para chegar em casa… São oito horas, e quais são alternativas? O mini dog seco e caro da lanchonete do estádio; Alguma padaria abarrotada e distante das imediações; Com sorte, encontrará algum ambulante com uma cesta ou caixa de isopor vendendo o sanduíche que fez em casa bem mais cedo, mais enxuto e já frio. E nessa já morre o argumento da vigilância sanitária.
A ironia é que quando me contaram sobre o fim das barracas no entorno do Paca, eu usei justamente a Prefeitura de São Carlos como exemplo. Ainda nos primeiros anos do primeiro mandato do Prof. Newton Lima, a administração municipal quis remover todos os ambulantes da “baixada do Mercado”. Mas ao invés de simplesmente “limpá-los” dali, dizimando o sustento de muita gente e o tradicional comércio popular, optou-se por regularizá-los e alocá-los em espaço apropriado, com boxes feitos com alvenaria, com mais estrutura e etc. O tal “camelódromo”, popularmente conhecido em Sanca com “Shopping Beira-Rio” (se bem que deveria ser Beira-Córrego).
Agora, já com outro prefeito – mas praticamente a mesma gestão – simplesmente varrem essas pessoas das praças, em que, vamos falar a verdade, só íamos para consumir deles. Dizem estar cumprindo a lei de autoria do vereador Dorival Mazola – que por sinal, faleceu hoje, que Deus o tenha. Mas qual o sentido disso? Deixar as praças mais limpas e vazias? Ou alguém ainda vai às praças, sobretudo a noite, só para passear? Eu me lembro que no período em que estudei no Industrial, a Praça Brasil à noite era virtualmente dividida em duas. A parte de cima, próxima à escola, onde estavam as barracas e o pessoal frequentava para comer algo, e a parte de baixo, populada por usuários e vendedores de drogas. Agora a praça é toda dos traficantes, suponho, assim como a Praça Charles Miller (em frente ao Paca) continua dominada pelos cambistas. E esses ninguém remove!
Admito que é injusto que comerciantes sofram para manter seus comércios regularizados, com alta carga tributária, enquanto outros simplesmente instalam-se em espaços públicos estratégicos, de forma irregular e sem nenhuma preocupação legal ou sanitária. O que defendo é que instalações de décadas, tradicionais e de grande aceitação e benefício popular, não sejam simplesmente extirpadas desses locais, mas sim regularizadas, seguindo requisitos mínimos e factíveis. E que se proíba apenas novas instalações.
Drops do final de semana
0- Fucacão Irene passou e não fez cócegas, perto do alarmado. Aí ficou aquele ar de alívio e… Decepção? Estranha (e diabólica) a mente humana…
- Se é “o” Furacão, por que o nome é sempre feminino? Katrina, Rita, Stan, Wilma… Será que botam os nomes das respectivas sogras? Dessa vez botaram o da minha, coitada!
- Um Senna surpreendendo com uma Lotus. Revival? Nem tanto, o Domingo já tratou de jogar o balde de água fria nos apressados. Mas torço para que o Bruno siga como titular, pelo menos.
- Eu adoraria encher de elogios o volei feminino do Brasil, que fez campanha impecável no Grand Prix, e chegou à final com uma vitória fantástica sobre as chatas russas, com requintes de crueldade. Mas elas sempre dão um jeito de reforçar a fama de “pipoqueiras”… Coitadas!
- Anderson Silva, pela primeira vez como atleta corinthiano, “brincou” no UFC Rio, manteve o cinturão, e provou ser mesmo o melhor do mundo. Mas também, com esse nome e com essa camisa…
- E essa foi toda a alegria da Fiel no fim de semana. Ou será que tem algum corinthiano aí feliz com o “título simbólico do 1º turno”? Com o futebolzinho que vem jogando? #ForaTite
- Mas poderia ser pior. Poderia ser palmeirense (não eu, claro), cuja única expectativa pro resto do ano era vencer o jogo de ontem. Ou pior ainda: torcer pro Arsenal, da Inglaterra, que tomou de OITO do rival Manchester United!
- Ontem, no programa Espaço Aberto – Ciência & Tecnologia, do canal Globo News, foi exibido um “especial” sobre Steve Jobs. O co-fundador da Apple anunciou na semana passada estar deixando a presidência da empresa da maça para cuidar de sua saúde altamente comprometida. O fato, para os leigos, significa o começo do fim da Apple – qualquer pessoa minimamente informada e com três dígitos de QI deveria saber que na verdade trata-se do fim do mundo! O programa foi legal, e pode ser visto aqui, mas na verdade só citei-o para justificar o título deste post, que encerro com o melhor discurso de formatura de todos os tempos. Para quem ainda não viu – se é que alguém ainda não viu…
15 de Agosto
1- Eu sei que disse há alguns dias que não gosto dessas coisas de dia disso, dia daquilo, mas essa não podia deixar passar. Descobri há pouco que hoje é o Dia do Analista de Sistemas. Sim, obrigado.
- Curiosamente é também o Dia dos Solteiros. Que tipo de associação fizeram pra colocar Analistas de Sistemas e Solteiros no mesmo dia?!
- Mais importante que tudo isso, 15 de Agosto é a data em que é celebrada a Assunção de Maria. E talvez por isso seja o dia escolhido para a padroeira de várias cidades. E você vai se espantar ao ver a quantidade de cidades onde é feriado hoje. A grande maioria em Minas, inclusive na capital BH.
- Em São Carlos é celebrado hoje o Dia de Nossa Senhora Aparecida da Babilônia. Abaixo deixo um texto que postei no Rapsódia (meu antigo blog) há exatos 5 anos.
Santuário de Nossa Senhora Aparecida, na Babilônia

Eis que ao pé da árvore, numa bifurcação do tronco, viram uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Não se podia explicar como a fúria do fogo teria poupado somente aquela única árvore, no meio de dez alqueires de floresta. Ali mesmo rezaram ao pé da imagem. A partir daquele dia, muitas pessoas das fazendas vizinhas acorreram para vê-la e orar diante dela.
Passados alguns anos, levantou-se uma capelinha, que funcionou até por volta de 1920, sendo nessa época iniciada a construção da nova Igreja, sendo interrompido em seguida, para, novamente em 1944 reiniciar os trabalhos de construção da Igreja. Hoje temos um santuário dedicado à Nossa Senhora da Aparecida.
Em 1968, o santuário foi incluído como um dos pontos turísticos e religiosos de São Carlos.
O dia 15 de agosto, foi instituído feriado municipal, em consideração aos milhares de peregrinos que vão até o santuário de Nossa Senhora da Babilônia.
Fonte: Revista 140 da Paróquia São Carlos Borromeu
Dica musical da semana – Luz
0Djavan é daqueles artistas que causam amor ou ódio nas pessoas. Ou talvez não seja bem ódio, mas sim tédio. Mas eu estou no primeiro time, embora já tenha passado por fases mais “Djavan”.
Para quem gosta, dou uma dica importante: vá atrás das originais. Quase todas as músicas mais populares do cantor ficaram conhecidas por versões ao vivo, acústicas, ou algum rearranjo-anos-90. Ou ainda por regravações de outros cantores. Mas eu gosto mesmo é das originais!
A música abaixo eu só conheço a versão original. Talvez não esteja entre as mais pops, embora dê título ao melhor dos “LPs” do Djavan, de 1982. Mas deve lhe soar familiar. E é ótima!
Luz
DjavanNo burro a canga, na menina a tanga
O verde do mar é um
Verde num tom quase azul
Do infinito ao zoom
Marelou, Candomblé, Oxum
Zamburar pra tirar egum
O que não se vê tá aí
Como tudo o que háMinha fé riu-se de mim
Pelo quanto triste eu falei de dor
Como se no fundo da dor
Não vivesse a paixãoMal-me-quer
A vida segue seu lamento um tanto flor
Um leito de rio no cio
Um cheiro de amorÉ amor quando não diz
É fogo por um triz
Um trem entrou no meu eu
E divagou felizE na dor eu passo um giz
Arco-irisando a solidão
Na lição que o sol me traduz:
Viver da própria luz
Love, Love, Love…
1Defendo-me então dos que me acusarem de infidelidade. Pois, quem pode afirmar não se sensibilizar com tanta beleza vária? Sim, me apaixono todo dia, e a cada dia por uma diferente. Em meu canto, e em meu pranto, cada uma delas tem seu valor. Se hoje eu pensar mais em fulana, ou em beltrana, terá sido por influência de algumas horas de convivência, ou de algum pensamento turvo que sobressalta no meio da noite.
Tolo do que acha que eu deveria amar biunivocamente. Amo a todas, e em cada dia amo mais uma ou outra, e nem por isso cada uma das anteriores terão menos valor. Todas me aprazem, todas permeiam em minha mente e me conduzem em delírios vociferozes. Ainda que peçam que eu me decida por uma única entre todas as belas, será meramente um formalismo. Em meu sonho estará sempre a amada do dia, e mesmo que seja a mesma eleita por vários dias, nunca será única, pois sou sensível à beleza de todas as canções dos Bealtes…
Deixo cá minha homenagem à amada do dia.
Here, There and Everywhere
Lennon/McCartneyTo lead a better life,
I need my love to be here.Here, making each day of the year
Changing my life with a wave of her hand
Nobody can deny that there’s something there.There, running my hands through her hair
Both of us thinking how good it can be
Someone is speaking but she doesn’t know he’s there.I want her everywhere
and if she’s beside me I know I need never care.
But to love her is to need herEverywhere, knowing that love is to share
each one believing that love never dies
watching her eyes and hoping I’m always there.I want her everywhere
and if she’s beside me I know I need never care.
But to love her is to need her.Everywhere, knowing that love is to share
each one believing that love never dies
watching her eyes and hoping I’m always there.I will be there, and everywhere.
Here, there and everywhere.
Drops da Semana
7E = mc²
Tenho ouvido muitas críticas ao atraso em obras de infraestrutura por conta da paralização após escândalos de corrupção no Ministério dos Transportes, o que, dizem, nos fará passar vergonha na Copa de 2014 e nas Olimpíadas de 2016. Curiosamente, as críticas costumam vir dos mesmos que sempre se posicionaram contra à realização desses eventos no Brasil, pois usariam isto como pretexto para superfaturar obras com a “desculpa” de deixá-las prontas a tempo.
O ideal mesmo é que não houvesse corrupção, nem sediássemos estes jogos. Mas dado que não vivemos num mundo perfeito, e que não faltam políticos desonestos, eu fico é satisfeito de ver que estão revendo contratos e afastando corruptos (pelo menos em tese), em detrimento à pressa nas obras. E dane-se Copa e Olimpíada!
Por outro lado, podem pensar, se as obras de infraestrutura, que eram a alegação de “compensação”, não ficarão prontas em tempo, só ficaremos com os ônus? Não que isso seja uma surpresa…
Enfim, tudo uma questão de perspectiva.
Brasil Maior…
Outro caso curioso onde a relatividade define a leitura do contexto é o plano de estímulo às industrias, recém-lançado pelo Governo Federal. Em resumo, vão desonerar as grandes industrias (de alguns setores específicos), isentando-as de pagar uma série de impostos, inclusive os 20% de INSS da folha de pagamento. O plano foi recebido pela grande maioria com animação. Afinal, impostos são demais mesmo, e essa desoneração possibilitará o crescimento do setor.
Mas por que então eu disse que é curioso? Porque em outro contexto bastante discutido recentemente, incentivo fiscal e desoneração era “construí estadio pu Curintia cum dinheiro do povo”…
Tudo é relativo, não?
… Mas só para os maiores
O plano de estímulo às industrias não chegará aos trabalhadores. Apesar de a principal medida do plano Brasil Maior ser a redução a zero dos 20% de alíquota do INSS sobre a folha, é importante grifar que essa “redução” incidirá sobre o que as empresas pagam ao governo. Ou seja, aqueles de 8 a 11% de “contribuição ao INSS” vão continuar aparecendo no seu holerite.
Em um grupo de desenvolvedores do qual faço parte, questionaram como esse plano nos afeta, já que a indústria de software é uma das contempladas. Minha resposta foi direta: em nada. A começar pelo fato de a maioria não trabalhar para grandes empregadoras, que são as que receberão tal benefício. A hipótese desse “incentivo fiscal” (ou dinheiro público, depende da perspectiva) chegar ao bolso do trabalhador é apenas de modo indireto. Ou seja, se você pensar que, com mais dinheiro, a industria vai fortalecer e contratar mais gente, os mais capacitados terão um pouco mais poder de barganha, e podem tentar, através disso, melhorar seus salários. Mas é algo pouco provável.
O objetivo primeiro do plano é que o custo final de produção dos setores selecionados caia, aumentando a competitividade dessas indústrias frente ao mercado externo. Mas é como a lenda da redução do IPI para os automóveis, em 2009. Ou seja, apenas um subterfúgio para o governo repassar a grana para “socorrer” (ou financiar) grandes empresas. Ou fazê-las enriquecer mais um pouco.
Pôneis Malditos
Só ontem me apresentaram o video do comercial da Nissan. (Obrigado viu Jéssica? Muy amiga você!
). Não sei se ando muito distraído em frente a TV, se não passa por aqui, ou sei lá o que…
Mas, tá, agora me expliquem os publicitários: além de produzir a coisa mais pegajosa e irritante desde o “Experimenta!” da Schin, qual foi a idéia dessa propaganda? E essa bizarra continuação na Web?
(Acho que vou sugerir pra Fran desenvolver o assunto no blog dela…).
Caiu como luva
Há sempre escolhas infelizes de atores para papéis que não lhe cabem. Mas este certamente não é o caso de dois exemplos atuais da telinha do plim-lim.
Alguém poderia imaginar uma atriz mais condizente para o papel da vagabunda Natalie Lamour, em Insensato Coração? Eu já havia achado a Deborah Secco a escolha perfeita para viver Bruna Surfistinha, mas Natalie Lamour é ainda mais a cara dela!
Outra escolha que caiu muito bem foi a Alinne Moraes na encantadora Lili de O Astro. A Alinne Moraes tudo bem, mas a Lili… A personagem toca em mim a forte preferência por mulheres suburbanas simples e despojadas.
Sem rodeios nem preconceitos
5Já há alguns anos, São Carlos não permite a realização dos famosos rodeios – aquela coisa do boi pulando com um animal montado em seu lombo – tão populares no interior paulista. O argumento principal para a proibição (ou inibição, não sei ao certo) é a alegação de que os animais sofrem maus tratos. Essa peleja tem produzido debates fervorosos nos últimos anos na cidade, inclusive com o surgimento de fanáticos grupos de apoio e de repúdio aos rodeios, passando invariavelmente pela política local.
Neste último final de semana (de 28 a 31 de Julho) aconteceu o XXV Rodeio de Ibaté, cidade vizinha de mais fácil e rápido acesso ao São-carlense. E aí, é claro, suscitou novamente o debate e a troca de gentilezas entre as partes, para não falar do chororô recorrente. Os pró-rodeio tentando demonstrar quão bonita e lucrativa é a festa que São Carlos “está perdendo”, e os anti-rodeio agradecendo por não ter isso aqui, ao mesmo tempo em que reclamam que exista lá (até porque, aqui ou ali, dá praticamente na mesma).
O debate é válido, os dois lados tem suas razões e seus exageros. Triste são os argumentos das partes. De um lado, político falastrão que defende que “boi de rodeio nasceu pra rodá e pulá”, e coisas do tipo. Do outro, onde costumo me colocar inclusive, vejo gente criticando os rodeios porque “odeio esse tipo de música e de festa”. Essa semana li que alguém é contra rodeio porque “só dá gente feia”.
Quando a coisa começa a descambar para o preconceito e desrespeito à diversidade cultural, perde-se a razão.
Em 2009 foi feita uma consulta pública pela Câmara de Vereadores de São Carlos sobre a realização de rodeios na cidade. Eu enviei na época a minha opinião, que é a mesma que mantenho hoje e reproduzo abaixo:
Coisas que pensei após a morte da Amy
1- Deve ter sido a segunda vez em anos que a Globo me surpreende com uma notícia, mesmo eu estando online no mesmo momento. E tirando as transmissões ao vivo, isso tem sido bem raro. Mesmo quando foram divulgar o resultado oficial das últimas eleições, todos na Web já sabiam. Dessa vez a notícia veio antes pela TV. Até fui conferir no twitter, na hora do anúncio da morte da cantora no Jornal Hoje, se alguém já havia mencionado algo, e não encontrei nada. Apenas entre os Trending Topics mundiais o nome dela aparecia, ainda sem muita evidência.
- Por falar em “notícias”, e “surpresas”, o que houve de mais surpreendente nesta morte anunciada foi ouvir nos noticiários que “Amy lutava contra as drogas” e que “os fãs estão em choque”. Talvez por causa da música mais conhecida dela, nunca a imaginei “lutando” contra isso, e sua morte, se causa tristeza até a mim, que pouco ouvia (embora reconheça o talento), faço idéia da comoção que causa aos fãs. Mas o estado de choque costuma aparecer em situações absolutamente inesperadas. Não parece ser o caso.
- A lista dos artistas que morreram aos 27, mais ou menos com a mesma sentença, impressiona pela qualidade e impacto. Jimi, Jim, Janis, Brian, Kurt… E agora Amy. Aí me peguei pensando: foram talentos vencidos pelas drogas, ou as drogas ajudaram a construir os mitos e depois apenas cobraram o preço? Não é raro encontrar casos de artistas que só produziram coisas boas, ou que produziram as suas melhores obras enquanto dopados. Para ficar só em um exemplo big, as melhores músicas dos Beatles coincidem com a fase em que dizem ser a de maior consumo de drogas dos Fab Four.
- Além da lamentação pela vida humana perdida, uma das coisas mais tristes de quando um grande talento se vai cedo demais é que ficamos pensando quanta coisa boa esse artista poderia produzir e deixar como legado por gerações e gerações. É o que sempre penso, por exemplo, quando escuto as músicas de outro artista que morreu jovem. Não aos 27, mas aos 31, minha idade atual. E é com ele que encerro este post.






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