• Deve ter sido a segunda vez em anos que a Globo me surpreende com uma notícia, mesmo eu estando online no mesmo momento. E tirando as transmissões ao vivo, isso tem sido bem raro. Mesmo quando foram divulgar o resultado oficial das últimas eleições, todos na Web já sabiam. Dessa vez a notícia veio antes pela TV. Até fui conferir no twitter, na hora do anúncio da morte da cantora no Jornal Hoje, se alguém já havia mencionado algo, e não encontrei nada. Apenas entre os Trending Topics mundiais o nome dela aparecia, ainda sem muita evidência.
  • Por falar em “notícias”, e “surpresas”, o que houve de mais surpreendente nesta morte anunciada foi ouvir nos noticiários que “Amy lutava contra as drogas” e que “os fãs estão em choque”. Talvez por causa da música mais conhecida dela, nunca a imaginei “lutando” contra isso, e sua morte, se causa tristeza até a mim, que pouco ouvia (embora reconheça o talento), faço idéia da comoção que causa aos fãs. Mas o estado de choque costuma aparecer em situações absolutamente inesperadas. Não parece ser o caso.
  • A lista dos artistas que morreram aos 27, mais ou menos com a mesma sentença, impressiona pela qualidade e impacto. Jimi, Jim, Janis, Brian, Kurt… E agora Amy. Aí me peguei pensando: foram talentos vencidos pelas drogas, ou as drogas ajudaram a construir os mitos e depois apenas cobraram o preço? Não é raro encontrar casos de artistas que só produziram coisas boas, ou que produziram as suas melhores obras enquanto dopados. Para ficar só em um exemplo big, as melhores músicas dos Beatles coincidem com a fase em que dizem ser a de maior consumo de drogas dos Fab Four.
  • Além da lamentação pela vida humana perdida, uma das coisas mais tristes de quando um grande talento se vai cedo demais é que ficamos pensando quanta coisa boa esse artista poderia produzir e deixar como legado por gerações e gerações. É o que sempre penso, por exemplo, quando escuto  as músicas de outro artista que morreu jovem. Não aos 27, mas aos 31, minha idade atual. E é com ele que encerro este post.

     

anderson

One Response to “Coisas que pensei após a morte da Amy”

  1. Toda vida que se perde prematuramente é uma pena, especialmente de uma pessoa com tanto talento e potencial. Mas não concordo com essa “luta contra as drogas” que a mídia tanto tem divulgado: acho que se ela tivesse uma resistência física maior, as comparações não seriam com Janis Joplin ou Jimi Hendrix, mas com Lemmy Kilmister ou Keith Richards.

    Abração!

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