Por mais que alguns possam ter negado, enquanto possível, a conquista da Libertadores da América é o maior sonho de dez entre dez torcedores do Sport Club Corinthians Paulista. E o Timão jamais havia chegado sequer às finais da competição. Para muitos, culpa da pressão externa exacerbada, ou da famosa “zica”. Bobagem: o clube nunca havia se preparado decentemente para ir tão adiante. Bastava um trabalho sério, com um time competitivo, que os resultados viriam.

Mesmo acreditando mais em competência e merecimento – para usar a expressão que o Tite tanto gosta – do que em fatores místicos, quis o destino que a primeira final do Corinthians na Libertadores viesse justamente num contexto carregado de simbolismos, que me deixam muito confiante para esta noite!

Se fosse pedido a qualquer Corinthiano para que escolhesse o roteiro perfeito para a primeira conquista da Taça Libertadores da América, muito provavelmente não fugiria disso: vencer um rival badalado nas semifinais e o Boca Juniors na final, com o último jogo no Pacaembu.

Para este Fiel Torcedor fanático uma coincidência especial: o último jogo, o confronto final, o da entrega da taça, justamente no dia do meu aniversário!

Quando vi essa data da finalíssima pela primeira vez – e deve ter sido durante as oitavas-de final, contra o Emelec – alguma coisa me dizia que não era por acaso. É como se esse título tivesse mesmo que ter demorado todo esse tempo, para que a data coincidisse! E assim, mesmo com confrontos duríssimos pela frente, especialmente o Santos de Neymar, eu tive a convicção de que estaríamos, de alguma forma, nessa final. E aconteceu. Estamos na final, e justamente contra o Boca Juniors. Como no script do torcedor mais apaixonado. Sim, contra o temido Boca, afinal, aqui é Corinthians! E uma dose extra de sofrimento é ingrediente básico das melhores conquistas!

Muitos tem vindo me dizer que se pode ser uma alegria dupla, um grande presente, poderia ser também uma “tragédia”, que estragaria o meu aniversário. Ora, eu sou da Nação Corinthiana, onde o mais importante e o maior motivo de alegria é justamente torcer. Amar. E eu terei meu dia inteiro dedicado a essa paixão, como em nenhum outro dia. E se no final o presente não vier (três tapinhas na madeira), será, sem dúvida, uma tristeza enorme, mas pela disputa. Não pelo dia, que já terá sido todo especial. E aí virão gozações, dirão que nunca ganharemos a competição, que há zica, que “não vai”, e todas as outras baboseiras já conhecidas… Todas já quebradas por esse time, que superou todas as etapas mais temidas: voltou a vencer um mata-mata da competição, superou um adversário brasileiro nas quartas-de-finais e um rival nas semifinais, chegando à final pela primeira vez.

Mas se for para apelar para a mística novamente, vale pensar: também diziam que o Chelsea jamais venceria a Liga dos Campeões da Europa. E venceram. Que o Manchester City não voltaria a vencer na Inglaterra, e venceu. Houve até o caso que mencionei por aqui, sobre a brincadeira com a queda do Ricardo Teixeira…

E, vamos combinar, se fosse para não ganhar (mais três tapinhas na madeira), aquela bola do Diego Souza teria entrado. Ou quando o Neymar empatou para o Santos, a coisa teria desandado. Ou a bola do Romarinho não teria entrado, no jogo da La Bambonera! Porque, sinceramente, por mais louco que seja esse tal de futebol, os deuses da bola não seriam tão cruéis assim, não é mesmo?!

O equilíbrio entre os times é muito grande. Boca é um adversário temido, que costuma ter ótimo desempenho como visitante. E o confronto está totalmente igual – que aliás, é como gosto de um jogo decisivo. Quem vencer, leva, mesmo que para isso seja preciso prorrogação (acho muito provável) e pênaltis (que Deus me preserve dessa angústia!). Mas, sei lá… Eu não acho que todos esses sinais externos sejam por acaso. Algo de especial está guardado para a Fiel Torcida neste dia, e para mim especialmente. E se vencermos – Saravá São Jorge, venceremos! – é difícil imaginar uma alegria mais completa! E é difícil imaginar um presente melhor, mais esperado do que esse!

Para finalizar, deixo abaixo uma música que é, para mim, mais um desses simbolismos que aumentam a confiança. Já a conhecia, mas não me lembrava. Poucas horas antes do confronto decisivo contra o Santos, já chegando de volta a São Carlos de viagem, eu ouvia algumas músicas Corinthianas no player do carro, já ansioso pelo confronto, e essa música começou a tocar. É dos anos 70, às vésperas de outro jogo histórico do Timão, cercado de expectativas. Sua letra, com pouquíssima adaptação, cabe perfeitamente ao novo momento. E ouvi-la me encheu de confiança. Por isso partilho aqui com os Fiéis Amigos Corinthianos!

E VAI CORINTHIANS!

Joga, Corinthians! 
Sofre e torce, corinthiano 
Pois o dia está chegando. Está chegando o dia 
Dia de sair gritando: 
-É campeão! Salve o Timão! 
Pois há vinte e dois anos 
O grito está preso, está calado 
Está triste, está contido 
Fiel, fiel, fiel 
Não desanima, não 
Pois está chegando o dia da libertação 
Do grito 
Ser campeão 
Do grito 
Gritar campeão 
Do grito 
Gritar campeão 
Corinthians!

anderson

One Response to “VAI CORINTHIANS! Como nos sonhos!”

  1. Só uma vitória por cinco gols de diferença sobre o Santa Cruz classificaria o Bahia. A missão era dura, já que no jogo de Recife, os pernambucanos venceram por 4 a 0. Até o centroavante Dario, então no time pernambucano, provocou: “É mais fácil o torcedor do Bahia ganhar na quina da loto do que o Santa Cruz perder por cinco gols”. Mas naquele domingo todos os santos ajudaram o Tricolor. Ao final do primeiro tempo, o placar já apontava 3 a 0. Na etapa final, o meia Toninho Taino marcou os dois gols restantes – o decisivo aos 40 minutos.

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