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	<description>Ândi Garcia. Computeiro. Corinthiano. Canceriano. Caseiro. Cancioneiro. Cristão.</description>
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		<title>Da possível (ou provável) queda de Ricardo Teixeira e suas consequências</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 18:11:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anderson</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem acompanha os noticiários esportivos que tratam dos bastidores do mundo da bola deve estar atento aos rumores crescentes de uma possível (e cada vez mais provável) saída de Ricardo Teixeira do comando da CBF. Há inclusive quem diga que isso tem data para acontecer: nesta quinta-feira, dia  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem acompanha os noticiários esportivos que tratam dos bastidores do mundo da bola deve estar atento aos rumores crescentes de uma possível (e cada vez mais provável) saída de Ricardo Teixeira do comando da CBF. Há inclusive <a title="Coluna de Ancelmo Góis" href="http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/posts/2012/02/15/a-coluna-de-hoje-431714.asp" target="_blank">quem diga</a> que isso tem data para acontecer: nesta quinta-feira, dia 16/02.</p>
<p>Bom demais para ser verdade? Mais ou menos. Na verdade, não é tão bom quanto parece, e sim, pode ser verdade. A conferir amanhã, ou num futuro breve. Ou não.</p>
<p>Mas como o cara que &#8220;sobreviveu&#8221; à <a title="CPI do Futebol" href="http://veja.abril.com.br/121201/p_138.html" target="_blank">CPI do futebol em 2001</a>, e tem mandato assegurado até 2015, com uma Copa do Mundo para sediar um ano antes, iria perder força e ceder o cargo justo agora? Os reais motivos não sabemos, e talvez nunca venhamos a saber, mas dá para elencar algumas possibilidades.</p>
<ol>
<li><span style="line-height: 18px;"><strong>Saúde.</strong> Esse deve ser o motivo alegado &#8211; lembrando que o presidente da CBF passou por internação <a title="Ricardo Teixeira é internado no Rio de Janeiro com diverticulite" href="http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/2011/09/ricardo-teixeira-e-internado-no-rio.html" target="_blank">há quatro meses</a> e tem histórico de problemas cardíacos. Pode ser que tenha mesmo que se cuidar, mas certamente não é razão para afastá-lo do cargo pelo qual tem tanto apreço.</span></li>
<li><span style="line-height: 18px;"><strong>Manobras do Planalto Central.</strong> Dizem alguns cronistas que Ricardo Teixeira perdeu força com a saída de Lula. E que Dilma <a title="Dilma reforça sua distância de Ricardo Teixeira" href="http://www1.folha.uol.com.br/esporte/985124-dilma-reforca-sua-distancia-de-ricardo-teixeira.shtml" target="_blank">&#8220;não vai com a cara&#8221;</a> do sujeito. Sabemos que Dilma é um tanto quanto intolerante mesmo com esse tipo de coisa, mas que não pode interferir diretamente na Confederação Brasileira de Futebol. Mas trocar Orlando Silva, que já havia tornado-se amiguinho de Teixeira, por Aldo Rebelo, justamente o relator da CPI do Futebol em 2001, pode ter sido o caminho que ela encontrou para pressioná-lo.  </span></li>
<li><span style="line-height: 18px;"><strong>FIFA.</strong> Os planos de Ricardo Teixeira provavelmente envolviam deixar a presidência da CBF em 2015 para tentar a da Fifa, no mesmo ano. Joseph Blatter, o atual presidente da entidade máxima do futebol, não quer isso, e <a title="Tensão total entre Joseph Blatter e Ricardo Teixeira" href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,tensao-total-entre-joseph-blatter-e-ricardo-teixeira-,805166,0.htm" target="_blank">trabalha forte nos bastidores</a> para queimar Teixeira. Na briga entre ambos, sobram ameaças de denúncias de participação em esquemas de suborno e coisas do tipo. Essa briga só não teria eclodido até então porque ambos tem cartas na manga, e ninguém quer pagar para ver. </span></li>
<li><span style="line-height: 18px;"><strong>Superfaturamento em amistosos da seleção.</strong> A Folha de S. Paulo <a title="Fazenda de Teixeira abrigou empresa de acusados de superfaturar jogo" href="http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1048885-fazenda-de-teixeira-abrigou-empresa-de-acusados-de-superfaturar-jogo.shtml" target="_blank">publicou </a>na edição desta quarta provas da ligação de Ricardo Teixeira com empresas &#8220;fantasmas&#8221; que receberam milhões de dólares para a organização de amistosos da Seleção Brasileira de Futebol. Essas denúncias ligam-se a outras, que em cascata desenham um cenário do qual o dirigente dificilmente conseguirá se desvincular. </span></li>
</ol>
<p>Para mim, toda essa história lembra alguns mitos antigos, como o de <a title="O Sonho de Ícaro" href="http://www.algosobre.com.br/mitologia/icaro.html" target="_blank">Ícaro</a>, que quis voar cada vez mais alto, e o sol derreteu suas asas e o fez cair e morrer afogado. Teixeira, de tanto ter poder e de tanto querer mais, não soube medir corretamente sua força, e pode sucumbir diante de forças não mais justas, mas certamente mais poderosas.</p>
<p>E quais seriam as consequências imediatas do fim de uma gestão de nada menos que 23 anos? Bom, tenho alguns palpites.</p>
<ol>
<li><span style="line-height: normal;">Antes que muitos se animem, é preciso cautela. A saída de Teixeira, se ocorrer, não significa nenhum ganho imediato para o futebol brasileiro. <strong>Seu sucessor mais provável é José Maria Maurin</strong>, sujeito de <a title="José Maria Marín" href="http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tag/jose-maria-marin/" target="_blank">índole talvez pior que o Ricardão</a>, se é que isso é possível.</span></li>
<li><span style="line-height: normal;">Maurin, dizem, é <strong>estreitamente ligado a Marco Polo Del Nero</strong>, atual presidente da Federação Paulista de Futebol. Que, IMHO, tem se mostrado péssimo administrador esportivo (para não falar de suas &#8220;qualidades&#8221; morais).</span></li>
<li><span style="line-height: normal;">Se muitos apostavam que a ida do ex-presidente corinthiano Andrés Sanchez para o esquisito cargo de Diretor de Seleções da entidade era um passo para começar a direcioná-lo para suceder Teixeira em 2015, a queda precipitada do dirigente em meio a escândalos e perda de força política deve fazer <strong>sucumbir também os planos de Sanchez</strong>, que sequer manteria o atual cargo.</span></li>
<li><span style="line-height: normal;"><strong>No mundo dos clubes</strong>, alguns que recentemente entraram em rota de colisão com o comando da CBF poderiam voltar a sonhar com os conchavos de antigamente. Porque, não se engane, <strong>TODOS estão interessados apenas no benefício próprio</strong>. A única variante é o alinhamento de interesses, ora com uns, ora com outros.</span></li>
<li><span style="line-height: normal;">Para as TVs, talvez nada mude. É verdade que a Globo foi velha aliada de Teixeira nesses 23 anos, e que o presidente da CBF exerceu papel importante nos bastidores da renovação dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro, assunto bastante polêmico do ano passado. Mas também é fato que <strong>a relação Globo-Teixeira andava estremecida</strong>, cheia de represálias de parte a parte, talvez já sintoma da perda de força do dirigente (e a Globo não é boba de morrer abraçada com ele).</span></li>
</ol>
<p>Enfim, até mesmo quando algo tão desejado pelos apaixonados pelo futebol brasileiro está prestes a acontecer, as perspectivas são pouco animadoras. O único alento que fica é que, normalmente, <strong>derrubar uma gestão de décadas é sempre um bom primeiro passo</strong>. Talvez seu sucessor, por pior que seja, e talvez justamente por isso, não consiga se manter por muito tempo no cargo. E, quem sabe, por que não sonhar, dias melhores virão&#8230; Só não sabemos quanto tempo isso ainda vai levar!</p>
<p>Ou <strong>pode ser que nada aconteça</strong>, e numa manobra acrobática de bastidores, num nó político bem dado, toda a costura seja feita para salvar Teixeira e manter intacto os planos ambiciosos de sua trupe. Dá para duvidar?</p>
<p>E tudo isso faltando apenas dois anos para a Copa no Brasil!</p>
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		<title>Sobre o direito de compartilhar opiniões</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 19:23:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anderson</dc:creator>
				<category><![CDATA[São Carlos]]></category>
		<category><![CDATA[Os Comilões]]></category>
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		<description><![CDATA[A maioria dos visitantes deste blog e/ou meus amigos (normalmente as duas coisas coincidem) já devem conhecer o site Os Comilões. Ele foi criado com o propósito de compartilhar opiniões e dicas sobre restaurantes, bares e lanchonetes de São Carlos (a princípio).
A idéia nunca foi apresentar uma  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A maioria dos visitantes deste blog e/ou meus amigos (normalmente as duas coisas coincidem) já devem conhecer o site <a title="Os Comilões" href="http://oscomiloes.com.br/" target="_blank">Os Comilões</a>. Ele foi criado com o propósito de compartilhar opiniões e dicas sobre restaurantes, bares e lanchonetes de São Carlos (a princípio).</p>
<p>A idéia nunca foi apresentar uma opinião formal, como explicamos na seção <a title="Os Comilões - Quem Somos" href="http://oscomiloes.com.br/quem-somos/" target="_blank">Quem Somos</a> do site, posto que não somos especialistas da culinária ou turismo gastronômico. A idéia é mesmo fazer uma troca de experiências, dar aquela dica de amigo, sempre com o intuito mais de divulgar boas opções do que sair criticando os lugares (e eu até já recebi críticas por essa opção). Afinal, como costumo dizer, se o serviço é honesto, gostar ou não é questão de preferência pessoal. Cada um tem a sua. Inclusive é uma das propostas do site torna-lo uma ferramenta colaborativa, aceitando postagens de colaboradores, e principalmente comentários que agregassem opiniões diversas sobre cada lugar visitado.</p>
<p>Nesses oito meses de existência, o site não tornou-se nenhuma referência no assunto na cidade, mas muita gente que visita sempre volta para pegar algumas dicas diferentes de lugares para conhecer. Acaba sendo um meio legal e democrático de divulgação das opções gastronômicas da cidade. Bom para os comerciantes. Nós nada ganhamos com isso, a não ser o prazer de compartilhar opiniões e boas dicas. Porque aquilo que você dá, também recebe.</p>
<p>Infelizmente, apesar das boas intenções do site e da boa vontade na maioria das resenhas feitas, Os Comilões estão sob risco. Lamentavelmente, o que deveria ser um aliado dos comerciantes, devido à publicidade gratuita e incentivo à atividade, parece transformar-se em ameaça para alguns deles.</p>
<p>Eu brinco com meus colegas comilões que, não importa quanto elogio seja feito, se houver uma única crítica, é essa que vai doer ao dono do estabelecimento. É até natural e saudável, posto que a maioria busca (ou deveria buscar) incessantemente a excelência no atendimento. Mas não deixa de ser irônico que, entre dez elogios e um único comentário mais crítico, seja este último a chamar mais a atenção, e fazer parecer que o texto todo foi para falar mal do lugar. E não foi. Nunca é. Não temos essa pretensão.</p>
<p>Se nossas críticas pontuais em meio a outros elogios incomoda, que dirá os comentários de nossos visitantes &#8211; sobre os quais o único controle que temos é o da aprovação ou reprovação, e que por princípio democrático optamos pela primeira opção em 90% dos casos (os 10% restantes são os reservados para os que partem para ameaças físicas, acusações graves sobre a reputação dos comerciantes, ou coisas do tipo, quase sempre com uso de palavrões). E é com os comentários que começaram a surgir os primeiros problemas&#8230;</p>
<p>Primeiro foi uma pizzaria delivery que não gostou de um comentário dizendo que o pizzaiolo era ruim, e alegando estar sob nova direção, exigiu que o comentário &#8211; e o texto &#8211; fosse retirado, o que recusamos. O que poderia ser feito neste caso é uma nova experiência, sem aviso prévio, para que tenhamos a nova impressão do lugar. Mas as opiniões expressas nos comentários são pessoais, e de responsabilidade do visitante.</p>
<p>Mais recentemente, no texto sobre um estabelecimento do qual já escrevemos três vezes (tratando serviços diferentes), e em que todos haviam muito mais elogios do que críticas, e as críticas eram sobretudo pela demora no atendimento, um comentário de um visitante que não conhecemos criticando justamente este problema &#8211; talvez de forma agressiva e até preconceituosa, é verdade &#8211; causou uma reação desproporcional de pessoas envolvidas com o restaurante (alguns se identificando como funcionários, outro que parecia ser o dono, e por aí vai).</p>
<p>Eu entendo que esses comerciantes sejam pessoas honestas que dão o duro para manterem seus negócios, e é difícil receber críticas, sobretudo as agressivas. Mas não pode ser que eles achem que reações agressivas contra clientes insatisfeitos melhorará a imagem do lugar. Perdem a oportunidade de esclarecer o problema, trazer o cliente de volta, e ganhar o respeito dos demais que acompanham o caso.</p>
<p>O maior exemplo disso aconteceu no último final de semana. Em um texto que era só elogios sobre uma pizzaria, um visitante havia deixado o seguinte comentário:</p>
<blockquote>
<div>Douglas on 16 de janeiro de 2012 às 6:50</div>
<div>
<p>Lugar muito bonito, pena que ontem dia 16/01/2012 caiu uma barata no braço da minha namorada, que passou pelo prato dela, caiu no chão e depois subiu pela minha minha perna pelo lado de dentro da calça. Tive que esmagar ela com a minha calça e ir no banheiro tirar…</p>
<p>Todo mundo viu, todos os garçon e simplesmente cobraram a pizza e nem desculpa pelo ocorrido pediram.</p>
<p>Pena na hora não ter feito um vídeo pra postar…</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
</blockquote>
<div>
<p>E aí eu pergunto aos meus amigos: o que deveríamos fazer? Reprovar um comentário com nome e data, narrando um fato relevante e pessoal?</p>
<p>Do mesmo modo que abrimos o espaço para qualquer visitante deixar seu depoimento, ele fica aberto para que o estabelecimento dê sua versão dos fatos. Mas ao contrário disso, o que recebemos foi uma espécie de ameaça:</p>
<blockquote>
<div>antonio carlos on 12 de fevereiro de 2012 às 15:19</div>
<div>
<p>boa tarde parabens pelo trabalho de vcs, acredito que nao devam ter autorizacao para direito de imagem muito menos divulgarem comentarios maldosos, sendo que um dos padroes e objetivos da casa e zelar pela higiene e qualidade, gostaria que retirassem o nome da pizzaria {nome da pizzaria} desse site caso contrario resolveramos atraves da justica.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
</blockquote>
<div>
<p>As fotos usadas nos posts são tiradas com nossa própria câmera, e para falar a verdade não mostram muita coisa. Normalmente é o prato servido e uma foto da fachada. Quanto ao fato comentado pelo visitante, talvez seja invenção (como vamos saber?),  mas se o comentarista &#8220;antonio carlos&#8221; for algum representante da pizzaria, não teria sido mais elegante se dispor a esclarecer o fato, convidar o tal Douglas a explicar o ocorrido, e mostrar atenção e preocupação com o atendimento? Afinal, uma barata isolada no estabelecimento não significa necessariamente falta de zelo pela limpeza e higiene, posto que é um inseto que pode vir da rua num abrir e fechar de portas&#8230;</p>
<p>Depois de algumas manifestações de apoio que recebemos nos comentários deste mesmo post, e também pelo Facebook, veio um novo comentário, agora sim identificando-se pela pizzaria&#8230;</p>
<blockquote>
<div>{nome da pizzaria}* on 13 de fevereiro de 2012 às 9:28</div>
<div>
<p>Bom dia a todos em nome da pizzaria {nome da pizzaria}*, gostariamos de esclarecer e nos desculpar que tal comentario nao foi feito por NOS. deve ter ocorrido um mal entendido ou ALGUMA BRINCADEIRA DE MAL GOSTO QUE TAMBEM ACHAMOS UM POUCO INDELICADA, MESMO ASSIM PEDIMOS DESCULPAS PELO MAL ENTENDIDO.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
</blockquote>
<div>
<p>Não dá para afirmar se foi realmente um mal entendido, ou se voltaram atrás quanto a reação que tiveram. De qualquer forma, bem melhor assim.</p>
<p>Mas deixo cá a pergunta para nossos amigos, principalmente os que entendem da legislação e o mundo &#8220;virtual&#8221;. E se a ameaça se concretizasse? E se outras vierem? E se o estabelecimento sentir-se prejudicado? Estamos errados em expor nossas opiniões, e liberar as de nossos visitantes? Como funciona esse tipo de direito para redes colaborativas, sobretudo as que trabalham especificamente com isso, como Foursquare e Google Places?</p>
<p>Gostamos do nosso site e sempre desejamos que ele fosse útil para os muitos comilões são-carlenses &#8211; e quem sabe num futuro breve em outras praças também. Agora, se for para prejudicar comerciantes honestos ou limitar as opiniões do público, não vale a pena&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="nota">*<em><strong>Nota:</strong> optei por omitir os nomes dos estabelecimentos, sobretudo da pizzaria do caso da barata, porque não é o objetivo desse post depor contra, mas apenas levantar o debate &#8211; e pode até ser que cheguemos a conclusão de que eles estão certos, no direito deles. E, no caso das baratas, principalmente, pode tratar-se de um mal entendido mesmo, ou até uma história inventada, e não quero ser injusto. Sem contar a possibilidade de a ameaça ter sido real, e aí é melhor evitar mais problemas com eles&#8230; <img src='http://anderson.blog.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </em></div>
<p>&nbsp;</p>
</div>
</div>
</div>
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		<title>Depois do Atari&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 17:01:40 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Aconteceu comigo]]></category>
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		<description><![CDATA[O Atari deve ter sido o primeiro video game de todas as crianças que hoje tem mais de 30. Foi também o  primeiro lá em casa. E era daquele modelo mais clássico, o 2600, até meio feio, mas que na época, nossa! E ganhamos ele até que cedo, provavelmente em 84 (foi lançado no Brasil em 83), então  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1691" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://anderson.blog.br/wp-content/uploads/2012/02/Atari2600wood4.jpg"><img class="size-medium wp-image-1691 " title="Atari2600" src="http://anderson.blog.br/wp-content/uploads/2012/02/Atari2600wood4-300x169.jpg" alt="" width="300" height="169" /></a><p class="wp-caption-text">Atari 2600 - o mais clássico console</p></div>
<p>O <strong>Atari</strong> deve ter sido o primeiro video game de todas as crianças que hoje tem mais de 30. Foi também o  primeiro lá em casa. E era daquele modelo mais clássico, o <strong>2600</strong>, até meio feio, mas que na época, nossa! E ganhamos ele até que cedo, provavelmente em 84 (foi lançado no Brasil em 83), então aquele jogo eletrônico era algo incrivelmente novo.</p>
<p>Como o <strong>Atari</strong> era BOM, e como seus principais sucessores (leia-se <a title="Master System" href="http://anderson.blog.br/wp-content/uploads/2012/02/sega-master-system.png">Master System</a> e <a title="Nintendo" href="http://anderson.blog.br/wp-content/uploads/2012/02/nintendo.jpg">Nintendo</a>) só começaram a surgir no Brasil com força no começo dos anos 90, ficamos com ele por anos e anos. É verdade que quase ganhamos um <strong>Nintendo</strong> uma vez, mas meu pai preferiu nos dar um brinquedo que era <strong>mistura de autorama com ferrorama</strong> (que seria a glória para muitas crianças, e certamente foi mais construtivo, mas eu preferia o video game mesmo).</p>
<div id="attachment_1692" class="wp-caption alignright" style="width: 236px"><a href="http://anderson.blog.br/wp-content/uploads/2012/02/hotbit_msx_1g.jpg"><img class="size-medium wp-image-1692" title="MSX Hotbit" src="http://anderson.blog.br/wp-content/uploads/2012/02/hotbit_msx_1g-226x300.jpg" alt="" width="226" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Anúncio do MSX Hotbit</p></div>
<p>O fato é que <strong>depois do Atari, nunca mais tive um video game</strong> de verdade. Pelo menos não um console propriamente dito. Isso porque, após muito insistir por algo melhor (mais evoluído, porque melhor é difícil) que o <strong>Atari</strong>, ganhamos um <strong>MSX Hotbit</strong>.</p>
<p>Para quem não conhece, o <strong>MSX</strong> é digamos algo que foi projetado para ser um computador. Tinha saída para drive de disquetes, editor de texto, e etc&#8230; Embora quase todo mundo que já teve um na vida usava basicamente para jogar (e é nessa hora que os <em>MSXzeiros</em> mais <em>nerds</em> começam a me xingar, mas não tenho culpa &#8211; o negócio aceitava cartuchos, era ligado na TV e vinha com um joystick de brinde!). Então, a partir dali, eu tinha mais que um novo video game: tinha meu primeiro <del>protótipo de</del> computador. E devo dizer que isso teve impacto profundo na minha incursão na área, já que rodar um game em BASIC naquela plataforma nem sempre era coisa trivial.</p>
<p>Como também não foi trivial rodar os primeiros jogos no primeiro <strong>PC 386</strong>. Não que fosse algo muito mais difícil que digitar no console:</p>
<blockquote><p>cd  \jogos<br />
cd stunts<br />
<a title="Stunts" href="http://anderson.blog.br/wp-content/uploads/2012/02/stunts1.gif"> stunts</a></p></blockquote>
<p>Mas em tempos em que não havia Internet e a mídia disponível para compartilhar jogos com os amigos eram maltratados disquetes, e na ânsia por fazer rodar novos jogos, ou na insistência para contornar erros de discos ou senhas embutidas, entre um print aqui e um scandisk lá, já estava absolutamente habituado ao mundo da Computação.</p>
<p>Ao contrário do que eu imaginava, talvez para tentar me consolar por não ter um console poderoso, o mundo dos games não convergiu para os PCs. Mas conquanto houvesse lá pelo menos <a title="EA Fifa Soundtrack" href="http://anderson.blog.br/ea-fifa-soundtrack/" target="_blank">a série Fifa da Eletronic Arts</a> para sustentar meu vício cada vez mais controlado, não me importava. E assim fiquei pelos últimos quase 20 anos: jogando praticamente só no PC, e basicamente futebol (pelo menos nos últimos 10).</p>
<p>Esse ano, há menos de um mês, já com mais de 30 nas costas e agora com o poder de decidir o que comprar ou não (claro que com algum trabalho de convencimento junto à esposinha querida), me rendi novamente a um console. E não apenas um console, mas uma nova forma de jogar. Fiz do <strong>Xbox</strong> meu primeiro console desde o <strong>Atari</strong>, e revivo com o <strong>Kinect</strong> a mesma admiração ao novo que sentia lá atrás.</p>

<a href='http://anderson.blog.br/depois-do-atari/atari2600wood4/' title='Atari2600'><img width="150" height="150" src="http://anderson.blog.br/wp-content/uploads/2012/02/Atari2600wood4-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Atari 2600 - o mais clássico console" title="Atari2600" /></a>
<a href='http://anderson.blog.br/depois-do-atari/hotbit_msx_1g/' title='MSX Hotbit'><img width="150" height="150" src="http://anderson.blog.br/wp-content/uploads/2012/02/hotbit_msx_1g-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Anúncio do MSX Hotbit" title="MSX Hotbit" /></a>
<a href='http://anderson.blog.br/depois-do-atari/nintendo/' title='Nintendo'><img width="150" height="150" src="http://anderson.blog.br/wp-content/uploads/2012/02/nintendo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="O Nintendo clássico do Mario Bros e do Luigi" title="Nintendo" /></a>
<a href='http://anderson.blog.br/depois-do-atari/sega-master-system/' title='Sega Master System'><img width="150" height="150" src="http://anderson.blog.br/wp-content/uploads/2012/02/sega-master-system-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="O Master System do Alex Kidd" title="Sega Master System" /></a>
<a href='http://anderson.blog.br/depois-do-atari/stunts1/' title='Stunts'><img width="150" height="150" src="http://anderson.blog.br/wp-content/uploads/2012/02/stunts1-150x150.gif" class="attachment-thumbnail" alt="Stunts - o melhor jogo pra PC de todos os tempos" title="Stunts" /></a>
<a href='http://anderson.blog.br/depois-do-atari/kinect-xbox-360-07/' title='Xbox com Kinect'><img width="150" height="150" src="http://anderson.blog.br/wp-content/uploads/2012/02/kinect-xbox-360-07-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Xbox com Kinect - um jogo diferente" title="Xbox com Kinect" /></a>

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		<title>Guia prático de como escrever um best-seller</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 17:03:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anderson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estive pensando...]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Best-seller]]></category>
		<category><![CDATA[Dan Brown]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Spencer Johnson]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Coelho]]></category>

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		<description><![CDATA[Que feio, depois de mais de um mês sem escrever no blog, estou apelando para um texto velho. Este foi escrito no blog antigo, o Rapsódia, em 12/04/2005. Mas há pelo menos duas boas razões (desculpas) para eu requentá-lo aqui, agora. O primeiro, óbvio, é pra tirar a poeira de cá e ir aquecendo para  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="nota">Que feio, depois de mais de um mês sem escrever no blog, estou apelando para um texto velho. Este foi escrito no blog antigo, o <a title="Rapsódia" href="http://andygarcia.blogger.com.br" target="_blank">Rapsódia</a>, em <a title="Guia prático de como escrever um best-seller, no Rapsódia" href="http://andygarcia.blogger.com.br/2005_04_01_archive.html#35933601" target="_blank">12/04/2005</a>. Mas há pelo menos duas boas razões (desculpas) para eu requentá-lo aqui, agora. O primeiro, óbvio, é pra tirar a poeira de cá e ir aquecendo para voltar à ativa. O segundo motivo é que estou preparando um novo texto para o Mondo Redondo com temática parecida: <strong>de que é feito um grande escritor</strong>. Menos irônico que o texto abaixo, mas nem tão sério quanto parece. Aviso aqui quando estiver pronto lá.</div>
<div class="nota"></div>
<ul>
<li>O ponto de partida é a única etapa realmente criativa. Pense numa sacada legal&#8230; Algo como uma analogia, ou algo &#8220;denorex&#8221; (parece, mas não é&#8230;). Pode ser algo advindo de uma anedota mesmo, com potencial a ser explorado, ou alguma brecha não explicada nos livros de história. Neste ponto não se preocupe com o enredo.</li>
<li>Delineie sua história com tudo aquilo que as pessoas gostariam de ouvir. Fale mal de algo que elas queiram se livrar, massageie seus egos, dê-lhes novas (boas) perspectivas.</li>
<li>Com o arcabouço da sua história traçado, agregue a ela fatos reais. Misture realidade e ficção aleatoriamente e mexa bastante. O ponto ideal é quando estiver imperceptível, no texto, o que é fato e o que é criação imaginativa.</li>
<li>Adicione ainda alguns elementos que façam parecer que você está transmitindo algum tipo de informação/cultura útil aos leitores. Deixe que eles pensem que estão ficando mais inteligentes ao lerem seu livro.</li>
<li>Envie seu trabalho para uma editora especializada em marketing. De preferência uma daquelas que compra toda a primeira tiragem só para o livro aparecer na lista dos mais vendidos.</li>
<li>Venda o livro como uma ficção com um pouco de verdade, ou como verdade com um pouco de ficção&#8230; Mas demonstre confiança no que diz. As pessoas adoram acreditar no que lêem.</li>
</ul>
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		<title>Tapa não educa os filhos. Proibí-lo não educa os pais.</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 17:58:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anderson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Cotas]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Lei da Palmada]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[Tapinha]]></category>

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		<description><![CDATA[A famosa Lei da Palmada &#8211; que proíbe que pais, professores e outros usem de castigos corporais em crianças  - tem caráter assertivo, tal como a política de cotas amplamente adotada para acesso às universidades. Há quem ache ótimo medidas assertivas e afirmativas para intervir com imediatismo em  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A famosa <a title="Lei da Palmada" href="http://www.fia.rj.gov.br/legislacao/leidapalmada.pdf" target="_blank">Lei da Palmada</a> &#8211; que proíbe que pais, professores e outros usem de castigos corporais em crianças  - tem caráter assertivo, tal como a política de cotas amplamente adotada para acesso às universidades. Há quem ache ótimo medidas assertivas e afirmativas para intervir com imediatismo em &#8220;equívocos&#8221; sociais e culturais. Eu não gosto. Tenho receio. E explico.</p>
<p>De fato, nenhuma criança será melhor educada a tapas do que sem eles. A violência não educa, e ainda serve de contra-exemplo para os valores que realmente desejamos deixar para as novas gerações. Pais bem instruídos sabem disso. Os ignorantes não sabem, e não vão aprender com a proibição. Provavelmente continuarão a fazê-lo, e terão novos problemas com isso. Ou deixarão de fazê-lo, sem nenhuma substituição, simplesmente deixando para lá, criando crianças ainda mais sem limites.</p>
<p>No entanto, diferentemente do que penso sobre as cotas raciais, não sou totalmente contra a tal <a title="Lei da Palmada" href="http://www.fia.rj.gov.br/legislacao/leidapalmada.pdf" target="_blank">Lei da Palmada</a>. Pode servir ao menos para que as famílias repensem seus hábitos e suas crenças na educação dos menores. Ao contrário das cotas, que não contribui para que os negros sejam mais respeitados, mas aumentam a segregação e discriminação, por basear-se na distinção de raças para reserva de direitos.</p>
<p>Não, proibir as palmadas não gera distorções deste nível, mas também não melhora a qualidade da educação dos filhos, porque não melhora a qualidade da educação de quem os educam.</p>
<p>A melhor maneira de garantir uma boa educação às crianças é investindo na educação dos pais e educadores, assim como a melhor forma de equilibrar a proporção de negros nas universidades é dando acesso à educação de qualidade para todos. Mesmo que leve mais cem anos até que formemos pais que entendam, de uma vez por todas, que dor física não forma caráter.</p>
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		<title>&#8220;Ser Campeão é Detalhe&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 14:08:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anderson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Brasileiro]]></category>
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		<category><![CDATA[Democracia]]></category>
		<category><![CDATA[Liédson]]></category>
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		<description><![CDATA[Cheguei um pouco tarde para ver a brilhante passagem do Dr. Sócrates pelo Timão. Nascido em 80, tinha apenas dois anos em 82, três em 83, e minhas lembranças mais remotas de torcedor Corinthiano são de 85, mais ou menos. Ainda assim, vi Sócrates exibir seu elegante futebol na Copa de 86, que foi  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://anderson.blog.br/wp-content/uploads/2011/12/Sócrates.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1649" title="Sócrates" src="http://anderson.blog.br/wp-content/uploads/2011/12/Sócrates.jpg" alt="" width="223" height="442" /></a>Cheguei um pouco tarde para ver a brilhante passagem do Dr. Sócrates pelo Timão. Nascido em 80, tinha apenas dois anos em 82, três em 83, e minhas lembranças mais remotas de torcedor Corinthiano são de 85, mais ou menos. Ainda assim, vi Sócrates exibir seu elegante futebol na Copa de 86, que foi tão intensa para mim. E sempre o via como um ídolo da Fiel. Mas, por razões óbvias, meus primeiros grandes ídolos alvinegros foram Ronaldo, Biro-Biro, Neto&#8230; Ou seja, jogadores que me trouxeram as alegrias das conquistas em 88, 90, e daí por diante.</p>
<p>Minha admiração maior por Sócrates começou tardia, conforme me aprofundava na história do nosso Todo Poderoso, e foi se solidificar e intensificar mais e mais muito tempo depois, quando já maduro, comecei a delinear minhas orientações políticas e valores pessoais.</p>
<p>Quando finalmente entendi o que significou aquela tal de <strong>Democracia Corinthiana</strong> no contexto histórico brasileiro, eu já conhecia muito sobre a história de fundação do clube, sua origem popular, a brava luta operária para prevalecer num universo dominado pela elite paulistana, e etc. E a partir de então, <strong>Sócrates Brasileiro passou a representar, para mim, a personificação mais clara do que é o Corinthians</strong>, da sua razão de existir e de seus valores indeléveis. E esta razão pode ser expressada em uma só palavra que o Doutor adorava usar: <strong>povo</strong>.</p>
<p>Por tudo isso, ontem, ao saber de sua morte, resumi dizendo que:</p>
<blockquote><p><strong>Sócrates talvez não seja o melhor jogador da história do Corinthians (mas é um dos melhores), e certamente não é o mais vencedor com a camisa do Timão. Mas é aquele de quem mais me orgulho.</strong></p></blockquote>
<h3>A perda</h3>
<p>Ao saber da notícia, senti uma tristeza profunda, como é difícil sentir por alguém que não conhecemos pessoalmente. Mas às vezes acontece, como já contei <a title="Quando um ídolo se vai" href="http://anderson.blog.br/quando-um-idolo-se-vai/" target="_blank">aqui </a>recentemente.</p>
<p>Esse tipo de dor é maior quando sentimos que havia muita contribuição a ser dada ainda. E na cabeça do Doutor ainda fervilham idéias geniais e um espírito crítico aguçado como poucos, como podemos detectar em <a title="Alguns sonham, outros não" href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/alguns-sonham-outros-nao/" target="_blank">sua crônica recentíssima, de menos de 10 dias, no Carta Capital</a>.</p>
<p>Perdemos alguém que nos levava a pensar diferente. E eu perdi a esperança de um sonho: ver Sócrates e Wladimir, de alguma forma, no comando do <strong>Sport Club Corinthians Paulista</strong>. Algo que volta e meia era levantado por torcedores, mas que eu sei que dificilmente aconteceria, e que nem sei se seria uma boa mesmo. Mas seria no mínimo diferente &#8211; como tudo que o Doutor fazia.</p>
<h3>O Penta</h3>
<p>Para Sócrates, ser campeão não era o mais importante. Para a Fiel também não é. Mas é ótimo! E o Doutor sempre soube disso. Costumava dizer que as conquistas do campo amplificavam a voz do povo.</p>
<p>E como bem disse o Magrão certa vez&#8230;</p>
<blockquote><p>Num país em que os mais fracos social, política e economicamente não têm voz nunca, neste caso têm. Através do Corinthians, eles conseguem se manifestar, quer dizer, a torcida corinthiana utiliza o seu clube, o seu time, a sua expressão física, como forma de contestação de tudo aquilo que não lhe é dado de direito</p></blockquote>
<p>Ontem o povo do Dr. Sócrates chorou sua morte, mas bradou feliz: <strong>Corinthians Pentacampeão Brasileiro!</strong> Uma conquista com cara de Corinthians, com cara de povo. Sofrida, batalhada com gana mais do que técnica. E só nós, Corinthianos, sabemos o quão longa e difícil foi essa batalha. Quanta coisa ouvimos, quanto preconceito enfrentamos, quanta inveja e &#8220;secadeira&#8221;&#8230; Tudo porque o Corinthians se tornou o time mais odiado do país. Em partes por culpa de seus dirigentes e suas alianças obscuras, é verdade, mas principalmente por conta de perseguições e maquiavelismos com os quais temos que lutar todos os dias, desde 1910.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://anderson.blog.br/wp-content/uploads/2011/12/wallpaper_jogadores.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1651" title="Corinthians Penta" src="http://anderson.blog.br/wp-content/uploads/2011/12/wallpaper_jogadores-1024x768.jpg" alt="" width="614" height="461" /></a></p>
<p>Tivemos que aturar um técnico que parece ter sido feito para o Corinthians, pois garante sofrimento extremo até o último instante, e que ontem abusou da <em>irritabilidade</em>. Colocamos medalhões no banco e vencemos com guerreiros incansáveis, com o Liédson que, mesmo com dores, foi um dos principais responsáveis pela arrancada final, com gols decisivos, como sempre. Seguramos e enervamos nossos rivais, com provocações malandras, mas dignamente populares, como Luizinho fazia ao sentar na bola em frente ao zagueiro deles, ou como Edílson e suas embaixadinhas&#8230;</p>
<p>Eu não sei até que ponto a morte do Doutor pode ter influenciado o desempenho dos jogadores&#8230; É difícil imaginar isso. Mas certamente ajudou para que a Fiel, ainda mais emotiva, ainda mais &#8220;louca&#8221;, bradasse e cantasse pelos quase 100 minutos de jogo!</p>
<p>E circula pela Web uma frase que ele teria dito em entrevista nos anos 80. Não pude confirmar a veracidade da autoria, mas nem é preciso: se ele disse isso, fantástica coincidência, mas se não disse, certamente pensava. Tem a cara dele.</p>
<blockquote><p>Quero morrer num Domingo, e com o Corinthians Campeão</p></blockquote>
<p><strong>Este título é para você, Doutor!</strong> O título que lhe faltou com a camisa do Timão, mas que ajudou a conquistar ontem, inflamando os corações da Fiel que empurrou o time em mais uma batalha contra o maior rival.</p>
<h3>A homenagem</h3>
<p>Senti muita vontade de estar no Pacaembu ontem, para sentir a emoção daquele título mais de perto. Lamentei um monte de decisões que me levaram a não estar lá. Mas o que mais queria ter presenciado e vivido foi o momento da homenagem da Fiel nas arquibancadas e dos Mosqueteiros em campo. Uma das imagens mais lindas desses mais de 30 anos de torcida pelo Timão. E que infelizmente as TVs não souberam captar em sua essência. <strong>Queria estar lá&#8230; </strong>Mas essa torcida me enche de orgulho! Obrigado a todos os amigos Corinthianos que estavam lá, gritaram por mim e que cerraram seus punhos ao alto para eternizar este ídolo!</p>
<div id="attachment_1647" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://anderson.blog.br/wp-content/uploads/2011/12/Homenagem.jpg"><img class="size-full wp-image-1647 " title="Homenagem" src="http://anderson.blog.br/wp-content/uploads/2011/12/Homenagem.jpg" alt="" width="640" height="479" /></a><p class="wp-caption-text">Homenagem ao Dr. Sócrates durante o minuto de silêncio pré-decisão do Penta</p></div>
<h3>Um busto é justo</h3>
<p>Sócrates nunca abraçou a atual diretoria corinthiana. Discordava de uma série de coisas que aconteceram na gestão Sanchez, como os altos valores para manter o Ronaldo na equipe para pouco retorno técnico, e estratégias de &#8220;business&#8221; que só afastam o que há de mais popular nesses 101 anos de história do Time do Povo.</p>
<p>Por conta disso, ou por medo da força política do Doutor, dirigentes e principalmente adestrados dessa administração achincalharam e tentaram manchar a imagem do ídolo da Fiel.</p>
<p>Com sua morte, vejo os mesmos que o chamavam de coisas que nem quero repetir aqui agora reverenciando seu nome. Ótimo. Tarde, mas melhor assim. E se o medo político se foi com sua morte, seria justo agora dedicar a ele um busto no clube. Ou uma estátua de sua imagem com o punho cerrado. Simbólico.</p>
<h3>O filme</h3>
<p>A frase do título deste post também está no título do documentário <strong><a title="Ser Campeão é Detalhe: Democracia Corinthiana" href="http://www.sercampeaoedetalhe.com.br" target="_blank">&#8220;Ser Campeão é Detalhe: Democracia Corinthiana&#8221;</a></strong>,  que, coincidentemente, será lançado nesta semana (dia 8/12, quinta-feira). O projeto vem sendo trabalhado há 3 anos. No início, de forma independente, a partir de um trabalho de conclusão de curso de estudantes da Midialogia da Unicamp. Agora, com produção da DNA Filmes.</p>
<p>O filme conta com vários depoimentos de jogadores do time da democracia (82-83), inclusive, é claro, o nosso eterno Dr. Sócrates.</p>
<p>Não dá pra não assistir. A boa notícia é que a partir de Sexta-feira, dia 9, ele estará disponível gratuitamente pela Internet!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Homônimos</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Nov 2011 04:24:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anderson</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não sei se todo mundo já teve a curiosidade de procurar na Web por homônimos. Às vezes nem é curiosidade, simplesmente esbarramos em algum ao tentar criar um perfil, um nick, ou num dígito errado que colocamos, ou num endereço indisponível que queremos saber quem está usando&#8230;
No meu caso, um  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei se todo mundo já teve a curiosidade de procurar na Web por homônimos. Às vezes nem é curiosidade, simplesmente esbarramos em algum ao tentar criar um perfil, um nick, ou num dígito errado que colocamos, ou num endereço indisponível que queremos saber quem está usando&#8230;</p>
<p>No meu caso, um homônimo completo, ou seja, outro <strong>Anderson Canale Garcia</strong>, eu duvido que vá encontrar por aí. Os <em>Canales</em> são mais raros e cheios de variações (na minha família mesmo tem <em>Canali</em>, <em>Canales</em>, <em>Canalles</em>)&#8230; Já quando resumo o nome a <strong>Anderson Garcia</strong>, são vários os homônimos. Váááários! Muito mais do que eu poderia imaginar!</p>
<p>Dia desses, já há algum tempo, eu verificava no <em>Twitter</em> a disponibilidade do endereço <a title="Anderson Garcia" href="http://twitter.com/AndersonGarcia" target="_blank">@AndersonGarcia</a>. Encontrei um cara que trabalha exatamente com o que eu trabalho! Ou pelo menos parte do que trabalho (PHP, JQuery, etc). E tem <a href="http://andersongarcia.com/" target="_blank">um blog</a> sobre isso.</p>
<p>Aí fiquei curioso, e resolvi ver o que mais eu achava. No próprio Twitter tinha outro, <a title="@andgarcia" href="http://twitter.com/andgarcia" target="_blank">@andgarcia</a>, cuja assinatura estava assim <em>&#8220;Brasileiro, Paulistano, Publicitario, Corinthiano (Maloqueiro e Sofredor&#8230;Graças a Deus!)&#8221;</em>. E quem se lembra <a title="@AndiGarcia" href="http://twitter.com/AndiGarcia" target="_blank">da minha</a> vai achar no mínimo estranha a coincidência. Mas esse pelo menos não é computeiro, o que parece ser o grande carma do nome. Veja, por exemplo, <a title="Anderson Garcia no Linkedin" href="http://www.linkedin.com/pub/dir/Anderson/Garcia" target="_blank">a lista dos Andersons Garcias do Linkedin</a>. Eu contei pelo menos oito diretamente ligados a TI.</p>
<p>O mais curioso dos homônimos, no entanto, não é computeiro, publicitário, corinthiano&#8230; Sequer brasileiro é! Trata-se do <strong>Prof. Dr. Anderson García Chávez</strong>. Quem?! Nem eu sei. Mas de tanto receber e-mail no meu Gmail que na verdade se destinava a ele, resolvi pesquisar. Parece tratar-se de um professor <strong>peruano</strong> da área da psicologia. E foram inúmeras as mensagens que já recebi de entrega de trabalhos e principalmente pedidos de desculpas por atrasos (pensava que era coisa de brasileiro é?). E tudo bem que o e-mail dele seja realmente parecido com o meu (uma subtração das duas letras finais), mas é incrível que algumas das mensagens que me chegaram por engano eram respostas a mensagens do tal professor. Será que peruano não conhece o objetivo do botão &#8220;responder&#8221;?</p>
<p>O mais insistente dos alunos resolveu me interpelar via bate-papo. Eu gastei todo o meu parco espanhol tentando explicar, com toda a paciência que Deus me deu, que não, eu não era o Anderson Garcia que ele procurava. E ele custou MUITO a acreditar. Ou talvez ainda não acredite, já que essa semana voltou a abrir o chat &#8220;me perguntando&#8221; se eu estaria no laboratório &#8220;mais tarde&#8221;&#8230;</p>
<p>Mas quem sabe um dia eu chegue a Professor Doutor mesmo&#8230; Talvez aumente a confusão, mas não vou me importar.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Pequenas dicas para quem quer discutir o caso da PM na USP sem passar vergonha</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 19:18:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anderson</dc:creator>
				<category><![CDATA[USP]]></category>
		<category><![CDATA[Estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[FFLCH]]></category>
		<category><![CDATA[PM]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu já era contra a incursão da PM na USP desde antes dela acontecer, porque o desfecho era previsível. E não precisa voltar aos anos 60 para entender, basta lembrar disso ou disso.
Não estou muito a fim de me alongar nesse debate de prós e contras, porque os argumentos que costumam apresentar  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu já era contra a incursão da PM na USP desde antes dela acontecer, porque o desfecho era previsível. E não precisa voltar aos anos 60 para entender, basta lembrar <a title="Greve na USP" href="http://www.futuroprofessor.com.br/greve-usp-pm" target="_blank">disso</a> ou <a title="José Serra e a USP" href="http://anderson.blog.br/jose-serra-e-a-usp/" target="_blank">disso</a>.</p>
<p>Não estou muito a fim de me alongar nesse debate de prós e contras, porque os argumentos que costumam apresentar colocam muitos defensores da PM na Cidade Universitária lado a lado com os defensores do armamento da sociedade civil como forma de &#8220;proteção&#8221;. Mas, vá lá, são opiniões condizentes com os perfis dessas pessoas &#8211; muitas delas de dentro da própria USP.</p>
<p>O que gostaria de fazer neste post é questionar algumas das inúmeras e incontáveis baboseiras que se espalham pela Web desde o início da <a title="Estudantes da USP ocupam reitoria e pedem PM fora do Campus" href="http://www.une.org.br/2011/11/estudantes-da-usp-ocupam-reitoria-e-querem-pm-fora-do-campus/" target="_blank">polêmica ocupação</a> da FFLCH e posteriormente da Reitoria da USP por estudantes que são contra a presença policial no campus.</p>
<p>Independente da sua posição nesse debate, considere dar uma olhada nos &#8220;toques&#8221; que dou abaixo, já que alguns fatos parecem não ser do conhecimento da maioria que se pronuncia sobre o assunto. E se depois disso continuar achando que &#8220;tem que descer o cacete mesmo nesse bando de playboy maconheiro&#8221;, aí tudo bem. Pelo menos já saberei como pensa o debatedor.</p>
<ol>
<li>A concentração dos estudantes que participam dessa manifestação está, basicamente, na <strong>Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas</strong> da <strong>Universidade de São Paulo</strong>. E, francamente, o perfil de estudante da fefeleche costuma passar longe do perfil &#8220;playboy&#8221;.</li>
<li>Sim, a maior parte dos alunos da USP preenchem o tal perfil &#8220;reaça&#8221;, mas isso também passa longe da FFLCH. E em hipótese alguma esses alunos agora revoltosos estão entre os que pediam a presença policial no campus. São perfis completamente opostos!</li>
<li>Já o esteriótipo de &#8220;maconheiro&#8221; costuma ser mais atribuído aos alunos da unidade. Mas acredite: há mais ideologia por trás de toda essa confusão do que gente preocupada em <em>fumar um sossegado</em>. Troque dois minutos de conversa com esses alunos e identificará isso. Aí você pode achar a ideologia uma porcaria, e que a PM tem todo o direito de estar lá e prender quem infringe a lei. Só não saia por aí falando que a questão se resume ao consumo de drogas que pega mal pra você mesmo.</li>
<li>Preocupe-se mais com a &#8220;juventude perdida&#8221; do lado de fora da universidade. A que é incapaz de indagar ou entender onde a força militar indevida é nociva, dentro ou fora do campus. Contestação nunca foi sintoma de alienação &#8211; é justamente o contrário.</li>
<li>Troque um pouco de canal. Recupere o hábito de ler textos maiores que 140 caracteres. Talvez isso te leve a uma realidade um pouco diferente do que está vendo. Porque um lado da história vocês já tem. Está todos os dias em todos os veículos de mídia e na boca dos &#8220;formadores de opinião&#8221; de quinta que influenciam a nova geração. Agora é bom ouvir o outro lado também, desprovido de preconceitos. Deixo até boas sugestões de leituras abaixo. E não espero que com elas você mude sua opinião. Mas é bom saber um pouco mais do assunto antes de replicar humoristas bobalhões ou figurinhas de incitação ao ódio aos estudantes.</li>
</ol>
<div class="nota">
<p>Dicas de leitura:</p>
<ul>
<li><a title="Reitoria promove a militarização para não discutir a USP, dizem manifestantes" href="http://blogdosakamoto.uol.com.br/2011/10/28/reitoria-promove-a-militarizacao-para-nao-discutir-a-usp-dizem-manifestantes/" target="_blank">Reitoria promove a militarização para não discutir a USP, dizem manifestantes</a> &#8211; no <em>Blog do Sakamoto</em></li>
<li><a title="A USP, a polícia, o futuro" href="http://diadegreve.blogspot.com/2011/11/usp-policia-o-futuro.html" target="_blank">A USP, a polícia, o futuro</a> &#8211; no blog <em>Dia de greve, dia de trabalho</em>, onde também vale a leitura do texto <a title="Violência e estupidez" href="http://diadegreve.blogspot.com/2011/05/violencia-e-estupidez.html" target="_blank">Violência e estupidez</a>, de maio de 2011, ou seja, de antes do convênio PM-USP.</li>
<li><a title="O verso e o anverso na USP" href="http://ocupauspcontrarepressao.blogspot.com/2011/11/o-verso-e-o-anverso-na-usp.html" target="_blank">O verso e o anverso na USP</a> &#8211; de Jorge Luiz Souto Maior, Professor livre-docente da Faculdade de Direito da USP, no blog <em>Ocupa USP Contra a Repressão,</em> que também merece outras leituras.</li>
</ul>
</div>
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		<title>Quando um ídolo se vai</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 05:04:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anderson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Ayrton Senna]]></category>
		<category><![CDATA[Legião Urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Renato Russo]]></category>
		<category><![CDATA[Sex Pistols]]></category>
		<category><![CDATA[Sid Vicious]]></category>

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		<description><![CDATA[Devo confessar que comecei este texto pelo título, embora normalmente deixe-o por último. A razão para esta inversão foi a decisão sobre usar ou não a palavra &#8220;ídolo&#8221;. Normalmente ela causa certa repulsa nas pessoas. Se nos restringirmos à definição mais estrita do verbete, realmente, não há  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1611" class="wp-caption alignright" style="width: 196px"><a href="http://claudiodjcaricaturista.blogspot.com/"><img class="size-large wp-image-1611        " title="Renato Russo" src="http://anderson.blog.br/wp-content/uploads/2011/10/RENATO-RUSSO-fundo-cinza1-470x1024.jpg" alt="" width="186" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Claudio DJ caricaturista</p></div>
<p>Devo confessar que comecei este texto pelo título, embora normalmente deixe-o por último. A razão para esta inversão foi a decisão sobre usar ou não a palavra &#8220;ídolo&#8221;. Normalmente ela causa certa repulsa nas pessoas. Se nos restringirmos à definição mais estrita do verbete, realmente, não há adoração devida que não seja a Deus (pela minha crença). Mas para mim a palavra &#8220;ídolo&#8221; sempre denotou algo bem mais simples. <strong>Ídolo é aquela pessoa famosa que mesmo distante é capaz de afetar nosso humor ou influenciar nossos gostos</strong>. Não a ponto de fazer aceitar prontamente qualquer palavra dita por esta personalidade, muito menos fazer seguir seus passos. Mas que nos comova com intensidade suficiente para, por exemplo, nos fazer chorar sua morte.</p>
<p>Quando morreu Sid Vicious, vocalista da banda punk inglesa Sex Pistols, em Fevereiro de 1979, um jovem de Brasília de 18 anos chorou. <em>&#8220;Nada me atingiu do jeito que a morte de Sid me atingiu. Chorei a noite toda, e era como uma espécie de grito, doloroso&#8230;&#8221;</em>, disse ele em uma carta enviada a uma revista inglesa, assinada como Eric Russel. Mas o nome dele não era Eric. Era Renato.</p>
<p>Quando <strong>Renato Russo morreu</strong>, há <strong>exatos 15 anos</strong>, eu tinha 16. E chorei, como só chorara na morte de outro ídolo, Ayrton Senna, dois anos antes. Mas diferente de 94, onde o choro foi crescendo aos poucos, e se arrastando pelo resto do dia &#8211; e talvez por alguns outros &#8211; a morte de Renato me causou reação explosiva imediata. Uma inquietação que martelava em minha cabeça dizendo: &#8220;acabou&#8221;. Meu irmão, ao meu lado, tirou sarro, mas como disse o próprio Renato em sua carta sobre a morte do Sid: <em>&#8220;Pode rir, você não entende&#8221;</em>. Me lembro até hoje, recebi a notícia no horário do almoço. A tarde fui trabalhar vestindo uma camiseta com a imagem de Renato que tomava toda a frente, e nas mãos o CD &#8220;A Tempestade ou O Livro dos Dias&#8221;, recém-lançado, e que claro, eu já possuía. A camiseta era preta, o álbum fúnebre (para muitos, o mais depressivo da banda). E no encarte os dizeres:</p>
<blockquote><p><strong>O Brasil é uma República Federativa cheia de árvores e gente dizendo adeus.</strong><span class="Apple-style-span" style="color: #4e4e4e; font-style: normal;"> </span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abaixo a íntegra da carta enviada por Renato Manfredini Júnior, publicada no <em>Melody Maker</em>, da Inglaterra, sobre a morte de Sid Vicious. (retirei <a title="Obituário do Rock" href="http://outraspilulasmais.blogspot.com/2011/02/obituario-do-rock.html" target="_blank">daqui</a>)</p>
<blockquote><p>Acho que meu pai sabia, ele provavelmente viu na TV ou leu nos jornais, mas não me contou. Um amigo me disse e eu não acreditei. Tive que ligar para meu professor de violão e perguntar se ele tinha ouvido alguma coisa. Aconteceu numa sexta-feira, mas eu só soube da notícia domingo à noite. Nada me atingiu do jeito que a morte de Sid me atingiu. Chorei a noite toda, e era como uma espécie de grito, doloroso, não só por Syd, mas por tudo. Perdi completamente o controle de mim mesmo. Sabe, nada acontece aqui, nunca. Eu sempre recebo as notícias duas semanas atrasado. Não se lança nada de new wave (ou qualquer outra coisa boa que interesse) aqui, eu tenho que comprar importados no Rio. Tudo é discoteca, Travolta ou samba.</p>
<p>Quando a coisa do punk começou, eu e meus amigos entramos de cabeça porque alguma coisa estava acontecendo. Nos envolvemos com a música como não acontecia desde os Beaties e os Stones. Era diferente. Sid, John e o Clash, eram todos heróis. Eles pensavam do jeito que a gente pensava; nem mesmo o Airplane (Jefferson Airplane, grupo psicodélico formado em São Francisco, no auge do flower power) tinha batido tão perto em mim. Dava um certo medo, era como dividir alguma coisa, não era apenas ser um fã burro. (&#8230;) Ele morreu por causa do que era. E como Brian (Jones, guitarrista dos Stones), Jim (Morrison, vocalista dos Doors) e Gram (Parsons, ex-The Byrds, pioneiro do country rock que morreu em 1973, de uma overdose de morfina e tequila, em Joshua Tree, Califórnia), as pessoas só vão entender depois de alguns anos. Alguns vão esquecer, outros não, alguns já esqueceram, mas quando um herói éde verdade (eu digo herói mesmo), ele sobrevive. Aposto que alguém vai rir lendo isso. Pode rir, você não entende. (&#8230;) Eu cresci milênios de 75 para cá. Mas ainda tenho 18 anos. Vejo as coisas um pouco diferentes agora, e odeio&#8230; Mas vou passar por isso e não vou perder (ganhar) como Sid Vicious fez. E eu vou fazer por ele porque ele fez por mim</p></blockquote>
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		<title>A morte do parágrafo</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 13:59:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anderson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estive pensando...]]></category>
		<category><![CDATA[Juca Kfouri]]></category>
		<category><![CDATA[Lingua Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Rubens Paiva]]></category>
		<category><![CDATA[Oração]]></category>
		<category><![CDATA[Parágrafo]]></category>

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		<description><![CDATA[Há uma tendência crescente entre jornalistas-blogueiros.
A de escrever tudo assim&#8230;
Uma coisa por linha.
Sem parágrafos.
Ou com todas as orações tranformando-se em um novo.
Eu não sei quem começou com isso.
Mas virou moda.
Gente boa, que admiro, ou admirava, agora escreve assim&#8230;
Talvez porque  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma tendência crescente entre jornalistas-blogueiros.</p>
<p>A de escrever tudo assim&#8230;</p>
<p>Uma coisa por linha.</p>
<p>Sem parágrafos.</p>
<p>Ou com todas as orações tranformando-se em um novo.</p>
<p>Eu não sei quem começou com isso.</p>
<p>Mas virou moda.</p>
<p>Gente boa, que admiro, ou admirava, agora escreve assim&#8230;</p>
<p>Talvez porque sintam-se mais inteligentes.</p>
<p>Querem reinventar a escrita.</p>
<p>Dizem que torna a leitura mais prática pra Web.</p>
<p>Não torna.</p>
<p>É chato!</p>
<p>É sem sentido!</p>
<p>É linguisticamente pobre.</p>
<p>E nem é correto.</p>
<p>Embora eu não seja nenhum especialista para dizer isso.</p>
<p>Quebra o fluxo natural da leitura.</p>
<p>Tira a coesão do texto.</p>
<p>Voltem para o ensino básico.</p>
<p>E reaprendam as regras para quebra de parágrafos.</p>
<p>E parem com essa frescura do cacete!</p>
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