(série esporádica de posts despretensiosos sobre histórias inusitadas, em ordem descontínua, de minha vida pacata)

(texto originalmente escrito em 25/01/2005)

Kibon” era tomar sorvete Yopa e, com sorte, encontrar um palito premiado. Pegar a Caloicross e correr pra 1Sergel pra trocar por outro sorvete. E quando não tinha palito premiado, comprar sorvete com 2passe de ônibus. Ou, lá pelas quatro e meia da tarde, ir comprar o delicioso pãozinho do 3Estrela pra comer com doce de leite Nestlé (aqueles de copo de vidro). Depois das cinco, ir correr na 4lagoa com meu pai. Enquanto ele se exercitava, eu brincava. Não no pedalinho… Pra falar a verdade, não me lembro de ter passeado nele, mas certamente devo ter feito isso quando menor.

Bom até mesmo ficar em casa. Abrir meu baú de brinquedos e espalhar a bagunça pelo quarto, ou pela casa toda. Brincar de arquiteto com o Lego. Jogar futebol de botão com os amigos, ou até mesmo sozinho! (O Corinthians sempre era campeão). Estragar a coleção de revistas Placar só pra recortar o rosto dos jogadores e colar no botão.

Foi meu irmão que me ensinou minha primeira atividade lucrativa. Em uma pequena tábua, com dez pregos em cada extremidade (direita e esquerda), enrola-se linhas paralelas. Depois, passa outra trançando. Pronto, muitas pulseirinhas prontas para serem vendidas por míseros cruzeiros, ou cruzados, ou cruzados novos, ou cruzeiros reias, ou… Enfim…

Agora, bom mesmo era juntar com meus irmãos, André e Adriana, e meus primos, Cris, Ricardo e Fabiana, e jogar Banco Imobiliário, Jogo da Vida, Interpol, Guerra ou Paz, Sem Censura, Imagem & Ação, Detetive, Porco, Stop

Notas:
1Sorveteria do bairro Parque Taquaral, em Campinas;
2Vale-transporte;
3Supermercado também do bairro Parque Taquaral (do lado da Sergel, embora por referência, era o contrário). Depois trocou de nome e agora nem existe mais;
4Parque Portugal, mais conhecido como Taquaral. Parque campineiro com uma lagoa no meio. Local de lazer e atividades esportivas. Em volta da lagoa há uma pista para corridas. Mas as pessoas também gostam de correr na calçada, em volta do parque, perdendo o visual da água.

anderson

2 Responses to “My Wonder Years – A Velha Infância Campineira”

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