(série esporádica de posts despretensiosos sobre histórias inusitadas, em ordem descontínua, de minha vida pacata)

(texto originalmente escrito em 24/01/2005)

Enquanto o lombo pendia para os céus, pós cirurgia (vide primeiro post da série), as coisas sucediam em minha vida. Incrível como aquele período me afetou, direta e indiretamente. Passei a maior parte do tempo lendo ou vendo filmes (a conta na locadora foi alta), exceto no horário do Chaves e Chapolim (a grande vantagem de estar em casa em dia de semana à tarde). E creio que principalmente pelos livros, mas também por passar tempo demais ocioso, minha cabeça mudou bastante. Começava a vislumbrar uma vida diferente para mim. Tudo estava tão igual havia tanto tempo, e a oportunidade de mudar batia à porta. Foram dias difíceis (não só estes como os que precederam), e eu estava desapontado com algumas coisas e pessoas. O namoro não ía bem, o emprego não ía bem…

Minha personalidade canceriana sempre evitou mudanças bruscas em minha vida. Eu me apegava demais a tudo que me cercava, e tinha extrema dificuldade em romper com o que quer que fosse. Pois, acho que foram os livros… Os de filosofia, em especial… Ou talvez tenha sido a recente e dolorosa experiência por qual passara. Só sei que eu estava extremamente frio e calculista naqueles dias, naquela “cama” (na verdade eu pus o colchão na sala). Dei fim ao namoro que eu relutava em aceitar que já havia acabado. Aceitei uma proposta de trabalho que veio, convenientemente, nos últimos dias do tratamento. E, por fim, as tão esperadas aprovações nos três vestibulares que prestei.

Todos estes fatos, desde às últimas provas dos vestibulares até as aprovações, passando por cirurgia, término de namoro e proposta de emprego, ocorreram em um curto período de no máximo 45 dias. O marco foi o dia 1º de Março de 2002, quando no mesmo dia, com a cabeça já raspada, eu ingressava na universidade e iniciava em um novo emprego, após mais de cinco anos.

Mas um dia ainda vou contar aqui, nesta série, sobre a véspera desse dia 1º de Março, que teve um churrasco com a galera do cursinho que foi aprovada. Um dos dias mais gostosos de toda a minha vida…

Adhoc: Está na hora de eu começar a colocar trilha sonora nessa série. Claro, sempre músicas que eu ouvia, relacionadas com as histórias.

A música abaixo era a trilha de um dos filmes que assisti no período de recuperação. Coincidência ou não, tem tudo a ver com o que contei acima.

Things Have Changed
Bob Dylan

A worried man with a worried mind
No one in front of me and nothing behind
There’s a woman on my lap and she’s drinking champagne
Got white skin, got assassin’s eyes
I’m looking up into the sapphire tinted skies
I’m well dressed, waiting on the last train

Bridge #1:
Standing on the gallows with my head in a noose
Any minute now I’m expecting all hell to break loose

Chorus
People are crazy and times are strange
I’m locked in tight, I’m out of range
I used to care, but things have changed

This place ain’t doing me any good
I’m in the wrong town, I should be in Hollywood
Just for a second there I thought I saw something move
Gonna take dancing lessons do the jitterbug rag
Ain’t no shortcuts, gonna dress in drag
Only a fool in here would think he’s got anything to prove

Bridge #2
Lot of water under the bridge, Lot of other stuff too
Don’t get up gentlemen, I’m only passing through

(chorus)

I’ve been walking forty miles of bad road
If the bible is right, the world will explode
I’ve been trying to get as far away from myself as I can
Some things are too hot to touch
The human mind can only stand so much
You can’t win with a losing hand

Bridge #3
Feel like falling in love with the first woman I meet
Putting her in a wheel barrow and wheeling her down the street

(chorus)

I hurt easy, I just don’t show it
You can hurt someone and not even know it
The next sixty seconds could be like an eternity
Gonna get low down, gonna fly high
All the truth in the world adds up to one big lie
I’m in love with a woman who don’t even appeal to me

Bridge #4
Mr. Jinx and Miss Lucy, they jumped in the lake
I’m not that eager to make a mistake

(chorus)

anderson

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