• A melhor rádio de São Carlos atualmente (para o meu gosto, é claro) chama-se Comunicativa. Mas poderia chamar-se Rádio do Centro. Porque basta chegar a algumas das avenidas que delimitam a região central da cidade (por exemplo, Av. Bruno Rugiero Filho, ou Av. “das Torres”) para que o sinal da rádio se perca ou sofra interferência. Uma pena…
  • Podem considerar teoria da conspiração, mas eu vejo adiantado o sempre temido processo de privatização do ensino superior de qualidade no país. Ainda que não se possa ignorar o substancial acréscimo de vagas ofertadas pelas universidades públicas nos últimos anos, a amplitude de opções oferecidas pelo SiSU, ou até mesmo o ProUni (que é sim uma boa idéia, mas não deixa de ser um incentivo às universidades particulares), é espantoso ver as principais univerdades do país não conseguirem preencher suas vagas, mesmo após várias e várias chamadas, simplesmente porque os alunos estão fazendo outras opções. Por vezes até escolhem as pagas! Me parece claro e definitivo o rumo tomado.
  • Embora seja corinthiano, e embora não tenha qualquer simpatia pela figura antipática do Rogerio Ceni (apesar de a imprensa esportiva forçar a barra para torná-lo uma unânimidade que ele está longe de ser), como apaixonado por futebol não posso negar que tudo o que aconteceu no Majestoso de ontem foi um barato. A emoção da partida, o 100º gol de um goleiro (golaço, aliás), a luta do Timão até o último segundo, mesmo com um jogador a menos… I Love This Game!
  • A troca de ironias dos clubes via sites oficiais seria até legal, se fosse encarada como brincadeira saudável, que faz parte do futebol. Mas dirigentes e torcedores preferem encarar a coisa de forma agressiva, e aí torna-se patético.
  • Quem se ocupa em assitir o BBB, deveria procurar outra coisa para fazer. Há opções melhores de entretenimento, que não se baseiam em ambições, traições, degradação humana, apelos, fanatismos, e etc.
  • Quem se ocupa em criticar o BBB ou as pessoass que assistem ao programa é porque não tem, absolutamente, nada melhor pra fazer. Porque, no fundo, é só entretenimento. Ninguém é mais ou menos inteligente porque assiste ou deixa de assistir qualquer coisa que seja. Ninguém assiste reality show (ou pouca gente o faz) pensando em aprender algo novo, ter valores agregados, e etc. Nem todo mundo se entretém com um livro clássico. Mas eu tenho uma sugestões deste próprio blog para quem gosta de sugerir leitura e de questionar a inteligência alheia baseado em preferências de entretenimento. Leiam o exemplo veríssimo, texto excrito em Novembro passado, ou mesmo o post anterior a este aqui.
  • A reportagem do Maurício Ferraz ontem, no Fantástico, sobre as rodovias do país, me deixou pensativo. Como seria se fosse criado um movimento anti-corrupção, nos moldes do feito atualmente contra o bullying? Ou seja um movimento de conscientização, denúncia, e sobretudo autocrítica. Porque o brasileiro gosta de indignar-se com as grandes corrupções do Planalto Central, mas aceita passivamente as pequenas corrupções do dia-a-dia, especialmente as que lhe beneficia, como a propina ao policial para livrar-se da multa, ou a ligação para um conhecido do CIRETRAN, que pode remover sua multa do sistema, ou a sonegação de imposto na declaração anual, e etc., etc. E dá pra ir além, combatendo a cultura da Lei de Gerson, onde não importa o valor de um bem ou serviço: o que vale é levar vantagem, sempre. Miremo-nos no exemplo dos japoneses. Sejamos menos Macunaíma!

anderson

4 Responses to “Rapidinhas sortidas”

  1. Sobre a troca de ironias nos sites dos clubes, eu também acho muito bacana. O lance do Corinthians botar no site oficial que o resultado foi uma zebra, e do São Paulo falar do troco para 100, é ótimo.

    Só que tem que ser algo feito para o torcedor mesmo. O problema é que sabemos que esses dirigentes agem como torcedor também no exercício profissional. Marcam a apresentação de Luiz Fabiano e Adriano no mesmo dia só para um tentar ofuscar o outro. E nem percebem que com essas atitudes eles só se prejudicam.

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