Eu sei que comumente me meto a opinar por aqui sobre assuntos de áreas que não domino, mas que por serem públicos, julgo sempre aceitável qualquer comentário e crítica. Porém o que ouvi ontem, além de se tratar de um assunto público, dessa vez tem relação direta com a minha área.

Não que meus softwares sejam imunes a falhas, muito longe disso, mas como pode o SiSU (Sistema de Seleção Unificada), que é de interesse público e nacional, que é destinado para definir o futuro dos estudantes, e tudo que isso envolve, falhar pelo segundo ano seguindo naquilo que é sua função essencial?

Pior do que o desempenho são as explicações. Em nota oficial o MEC admitiu a lentidão e eventuais falhas no sistema, devido a “demanda excessiva”. Mas como isso, se eles sabem exatamente qual é a demanda? Eles não tem o total de alunos que fizeram a prova do ENEM? Mesmo que nem todos acessem o SiSU, essa é a demanda! Essa é a projeção de acessos que eles devem contemplar! Agora, faz sentido projetarem e disponibilizarem um sistema para ser usado num período de aproximandamente uma semana para 3 milhões de pessoas, se eles não tem como garantir acesso a essa quantidade de usuários?

Erro de dimensionamento e falta de escalabilidade!

Agora, pior ainda que os problemas e as explicações, só mesmo a solução paliativa que queriam dar: restringir o tempo máximo de cada usuário no site. Fala sério! Coisa de gênio! Não bastassem todos os problemas que os estudantes tiveram com a prova do ENEM, não bastassem os problemas para acessar o site, os estudantes teriam ainda que se preocupar com o relógio e agilizar a decisão mais importante de suas vidas!

Em meio a tudo isso, o ministro da educação, Fernando Haddad, estará entrando em férias amanhã, dia 20, véspera do encerramento das inscrições no SiSU.

anderson

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