One step backward, two steps forward.

Uma das coisas que aprendi com meu pai, pois ele sempre repetia, é que muitas vezes convém darmos um passo para trás para poder dar outros dois adiante. Me lembrei deste ensinamento por diversas vezes em minha vida, e fiz uso dele.

Mas há uma coisa que não aprendi, até porque não é algo que possa ser ensinado de pai pra filho, ou de qualquer outra forma: a percepção de quando este recuo se faz necessário e, principalmente, até onde se faz necessário. Muitas vezes regredimos tanto para tomar o impulso que acabamos presos, ou perdemos o foco de onde queríamos chegar.

Ou, o mais comum e mais difícil, damos passos ao lado, criamos novos caminhos que seguem paralelos só até certo ponto. Aí precisamos decidir por qual deles continuaremos, qual levará mais longe, e se é longe que queremos chegar. Porque, depois deste ponto, a mudança de trajetória não exige mais apenas um passo atrás, e sim muitos. Ou talvez nem haja retorno.

Por outro lado, é preciso andar, sob o risco de diante da indecisão, estancarmos, e os caminhos se esgotarem.

anderson

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